Tarso se reuniu ontem à noite com presidentes e representantes de 11 partidos aliados para discutir as candidaturas. ´Houve também um consenso na reunião que, no limite, a base pode civilizadamente ter dois candidatos, sem que haja nenhum tipo de ruptura nas relações políticas que estamos estabelecendo. Devemos estar atentos para o surgimento de uma eventual terceira candidatura que polarize, desestabilizar a previsibilidade do processo´, disse Genro aos jornalistas.
No entanto, o ministro teme que um terceiro candidato provoque divisão dos votos da base aliada e signifique a ´síndrome Severino´, em referência à vitória de do ex-deputado Severino Cavalcanti, em 2005, que ganhou dos dois candidatos governistas. ´Se tiver um terceiro candidato pode ocorrer a síndrome Severino, não é um ataque pessoal ao Severino. Estou dizendo que a forma como ele foi eleito determinou uma profunda instabilidade interna na instituição e na relação do Executivo com o Legislativo´, afirmou.
Tarso Genro disse que um nome de consenso ainda não existe. ´Não temos ilusão que a coalizão estará sempre junta, que votará 100% de maneira integrada. Agora, temos condições políticas de preparar a coalizão para chegar no dia 22 e dizer que ela tem um programa mínimo de apoio ao governo. Isso pode ajudar inclusive na questão da presidência da Câmara. Coalizão não é centralização a partir do presidente. A questão prioritária da coalizão é eleger o presidente´.
O ministro negou que o governo esteja negociando ministérios para que os aliados decidam quem vão apoiar. ´Eu não tenho poder para negociar ministério´, ressaltou.
Indagado se o Palácio do Planalto não estaria interferindo na eleição do Legislativo, Tarso respondeu que o Executivo terá de manifestar opinião acerca de um nome.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)