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Com resultado ruim, lavanderias esperam recuperação

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SÃO PAULO, 21 de dezembro de 2006 - O ano de 2006 não foi bom para o setor de lavanderias. "Apesar da estabilidade do cenário macroeconômico, as lavanderias amargaram um ano com baixa demanda, devido, principalmente, à falta de dinheiro da população", afirma José Carlos Larocca, presidente do Sindicato das Lavanderias e Similares do Município de São Paulo e Região (Sindilav). "Por outro lado, no âmbito geral, as eleições transcorreram em clima de tranqüilidade, demonstrando bastante equilíbrio político do povo brasileiro, e os juros, que vêm caindo moderadamente, indicam uma boa perspectiva para o próximo ano."

No Brasil, apenas 2,8% da população economicamente ativa (PEA) utiliza esse tipo de serviço. Mas, segundo o Sindilav, o mercado de lavanderias crescerá expressivamente a médio prazo. Estima-se, para os próximos 5 anos, um crescimento de 40% da oferta de serviços e 20% do faturamento.

Em 2006, Larocca aponta que a grande conquista do setor de lavanderias foi a aprovação, no Estado de São Paulo, da Lei nº. 12.254/2006, que dá às empresas a responsabilidade pela lavagem dos uniformes usados por seus empregados. "O Sindilav esteve engajado na formatação da lei, fornecendo dados do setor e acompanhando o trâmite legislativo", lembra o presidente.

O grande mote que originou a lei é o fato de que muitas empresas que lidam com produtos perigosos não lavam os uniformes de seus funcionários - eles acabam os levando para suas residências, com substâncias são nocivas à saúde do trabalhador e familiares. A aplicação da nova regra pelas corporações paulistas indica, para o sindicato, um desempenho melhor para o setor no próximo ano. "Além disso, espera-se mais dinheiro circulando no mercado", opina.

Conforme estimativa do Sindilav, as lavanderias hospitalares devem capitanear o aquecimento do mercado de lavanderias quanto a crescimento e resultado. As perspectivas são boas também para as empresas que atendem hotéis, motéis e restaurantes, já que o Estado vem apresentando um maior desenvolvimento no turismo.

(Maria Luiza Filgueiras - InvestNews)