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Cesta de Compras do Rio fica mais cara

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SÃO PAULO, 21 de dezembro de 2006 - A Cesta de Compras consumida pelas famílias da cidade do Rio registrou alta de 0,34%, na segunda semana de dezembro, de acordo pesquisa da Fecomércio-RJ. "Esta aceleração foi pontual e recompôs preços que estavam muito baixos por conta de recentes deflações. Mesmo com o aumento da demanda de fim de ano, fatores como o fim da entressafra de semi-elaborados e a queda do dólar, que reduziu o preço dos importados, vão permitir uma economia com as compras para as festas de fim de ano, em relação ao ano passado", explicou João Carlos Gomes, economista da Fecomércio-RJ, por meio de comunicado.

Com a elevação semanal, o custo da Cesta de Compras passou de R$ 296,18 para R$ 297,19. Em todas as faixas de rendimento familiar houve aumento de gastos, sendo que as famílias com renda entre cinco e seis salários mínimos foram as mais prejudicadas, visto que o reajuste foi de 0,45%.

Pela segunda semana consecutiva, a cenoura foi o produto que apresentou a maior inflação no período (9,57%); seguida pela banana prata (5,02%); e pelo óleo de soja (3,02%). Em sentido oposto, estão as quedas de preços de itens como a batata, o tomate e o queijo prato, com recuos de 4,91%, 3,45% e 2%, respectivamente.

Na comparação mensal, também foi apurado reajuste da Cesta de Compras (0,59%). O impacto da elevação foi mais fortemente sentido pelas famílias que recebem entre cinco e seis salários mínimos, cujas Cestas encareceram 0,99%.

Os itens que mais contribuíram para o reajuste mensal dos gastos das famílias do Rio: cenoura (26,97%), cebola (12,68%), banana prata (8,44%), laranja pêra (8,35%) e óleo de soja (8,03%). Em contrapartida, a batata barateou 13,89%, assim como a carne bovina de segunda e a carne seca que apuraram reduções de 5,76% e 4,23%, respectivamente.

Desde o início do ano, a Cesta acumula retração de 2,45%. O levantamento reflete as variações de preços dos 39 itens que mais pesam no orçamento (32 de alimentação, quatro de higiene e três de limpeza), consumidos por famílias de dez diferentes faixas de renda.

(Redação - InvestNews)