Para o coordenador geral do Provar/FIA, professor Claudio Felisoni, o resultado representa um crescimento do percentual, ocorrido entre 2004 e 2005. "Em compensação, em função dos investimentos realizados pelo setor, houve uma redução dos percentuais referentes aos erros administrativos e fornecedores. Isto já pode ser considerado um avanço", acredita.
O levantamento também revelou que o varejo supermercadista teve elevação do índice de perdas associado ao crescimento da perda com perecíveis. Os perecíveis responderam por 56,4% das perdas totais, sendo a quebra operacional a principal causa de perda. Ao todo, 53% das perdas não são identificadas. "Atualmente, um dos principais desafios dos varejistas é a identificação das reais causas das perdas", explica Felisoni. "Somente com esta informação em mãos, será possível otimizar recursos humanos e financeiros na prevenção", alerta o pesquisador. Na comparação houve expansão de 42%, em 2004, para 47% em 2005.
De acordo com a pesquisa cerca de 22% das lojas consultadas ainda não organizaram a área de gerenciamento de perdas. A avaliação mostra que o registro periódico, ainda é o método mais utilizado pela empresas para a definição dos percentuais das perdas. Com exceção da quebra operacional, que é passível de identificação no momento em que ocorre, as demais são definidas a partir de registros de ocorrências passadas e/ou dados empíricos.
O Provar consultou 36 empresas varejistas dos setores supermercadista, eletroeletrônicos, entre outros segmentos. Das empresas avaliadas, 53,4% são da região Sudeste, 25,5% da região Nordeste, 12,8% da região Sul, 5% da região Centro-Oeste e 3,2% da região Norte. Foram considerados dados de 2005.
(Redação - InvestNews)