"A rentabilidade é maior porque há uma agregação de serviços prestados. Essa venda cruzada faz com que esse modelo apresente sucesso", diz o superintende da rede Farmax, Gilberto Martins Ferreira. "Além disso, a divisão dos custos da comodidade do cliente, como o de estacionamento, facilita o desempenho comercial". No Open Mall Panamby, a Farmax inaugurará a sua terceira loja dentro dos modelos dos centros de conveniência. No caso da Blockbuster, de um total de 140 franquias, aproximadamente 25 operam em sistemas que se assemelham aos centros de conveniência em diversas cidades, como Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e interior de São Paulo.
Outra prova do sucesso desse modelo de negócios é a locação de 100% dos dois mais novos projetos da REP. ´Já estamos construindo um Open Mall em Valinhos, cidade do interior de São Paulo, maior que o Panamby. Parte dele será inaugurada no primeiro semestre de 2007´, adianta Antonio Sampaio, sócio-diretor da REP. "Entramos numa linha de produção. O objetivo é construir cinco empreendimentos por ano. Em 2007, além de Valinhos, já temos um projeto para Perdizes." Segundo ele, um estudo feito pela consultoria Ion identificou 41 regiões em São Paulo preparadas para receber projetos semelhantes. Esses pontos estariam localizados em bairros de classe A e B, como Higienópolis e Moema.
Sampaio não arrisca números para mensurar o potencial de expansão dos centros de conveniência e serviços, mas esbanja otimismo. Os Estados Unidos possuem aproximadamente 43 mil shopping centers, sendo 75% deles classificados como shoppings de conveniência. Para efeito de comparação, há cerca de 550 shoppings, no total, no Brasil.
´O mercado vai acompanhar a liquidez que existe e o momento de alta que os projetos imobiliários vivem. Há investidores do mercado imobiliário interessados nesses projetos especificamente´, revela o presidente da REP, empresa que têm acionistas em comum com a Lindberg, incorporadora ligada ao Banco Pactual.
(Tatiana Freitas - InvestNews)