De acordo com a pesquisa, 12% da população brasileira compra brinquedos no mercado informal e 24% compra roupas piratas, ou seja, cerca de um em cada quatro brasileiros compra roupas no mercado informal.
O levantamento apontou a similaridade dos preços praticados, o que demonstra mais uma vez que por trás deste comércio existe uma estrutura organizada de distribuição e controle de preços. O valor do comércio ilegal declarado para os três setores foi de R$ 23,2 bilhões, uma alta de 45% sobre o valor de 2005 - R$ 16 bilhões.
Segundo o diretor da Angardi, José Henrique Werner, a pirataria, definida como ´o crime do século´ pela Interpol, é uma das atividades mais lucrativas do mundo e movimenta anualmente entre US$ 500 a US$ 600 bilhões.
Werner destaca que aproximadamente 74% dos entrevistados continuam comprando com freqüência, compra às vezes, ou já comprou produtos piratas. Houve uma redução neste índice em Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) de 84% para 76%; e de 78% para 75%, respectivamente. Entretanto, em São Paulo houve um pequeno aumento.
A pesquisa também revelou que houve uma ligeira melhora na conscientização dos entrevistados quanto aos malefícios da pirataria (contribuição para a sonegação fiscal, diminuição de investimentos em setores como a educação, saúde e inibição de novos investimentos para geração de empregos).
(Redação - InvestNews)