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Capital estrangeiro contribui com queda do dólar

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SÃO PAULO, 5 de dezembro de 2006 - A expectativa de melhora da economia norte-americana, após a divulgação de novos indicadores, tranquilizou os mercados quanto ao risco de pressões inflacionárias, o que, aliado ao forte ingresso de capital estrangeiro, deu suporte à alta histórica da Bovespa - acima dos 43 mil pontos - e desvalorização do dólar frente ao real.

No câmbio, a moeda estrangeira oscilou entre a mínima de R$ 2,152 e a máxima de R$ 2,162, para fechar o dia com desvalorização de 0,60%, vendido na mínima. Mantendo a rotina, o Banco Central comprou dólares a R$ 2,1545 no mercado à vista, aceitando uma proposta.

A produtividade no setor não-agrícola dos Estados Unidos cresceu 0,2% no terceiro trimestre, acima da previsão inicial do governo, de estabilidade. O custo da mão de obra aumentou 2,3% no período, menor do que a alta de 3,8% registrada na primeira estimativa.

Já o setor de serviços registrou o segundo mês consecutivo de crescimento durante o mês de novembro, atingindo o maior patamar em sete meses. O índice de atividade do Instituto de Gerentes de Compras (ISM) subiu para 58,9 pontos mês passado, contra os 57,1 pontos registrados em outubro. A previsão era de queda para 55,5 pontos.

A taxa de risco-Brasil cedia 1,79%, aos 220 pontos, ainda reflexo da operação bem sucedida do Tesouro Nacional. Ontem, a instituição captou US$ 750 milhões com a reabertura do bônus denominados em reais com vencimento em 2022. A boa aceitação do papel negociado, com aumento do valor pago e conseqüentemente queda no retorno, ocorreu basicamente por dois motivos: expectativa de real forte e queda dos juros internos.

(Simone e Silva Bernardino - InvestNews - Serviço de Mercado e Cotações - SMC)