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Pesquisa determina a fonte de detecção de hapatite C

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SÃO PAULO, 4 de dezembro de 2006 - Pesquisa eletrônica realizada no mês de novembro de 2006 com a participação de 1.629 indivíduos apresenta de forma inédita, pela primeira vez no Brasil, um quadro real sobre a forma de detecção da hepatite C conseguindo mostrar qual foi o a porta de entrada para se chegar à detecção da doença.

Os resultados mostram que a doação de sangue nos bancos de sangue deixou de ser o principal local de detecção. Hoje somente um a cada quatro pacientes que detectaram a infecção com a hepatite C ficou sabendo da sua condição ao efetuar uma doação de sangue, forma de maior detecção até o inicio da década.

O autor da pesquisa, Carlos Varaldo, do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite informa que a cada três pessoas com hepatite C duas delas realizaram o teste de detecção após uma consulta médica. Isto é muito reconfortante, acrescenta, demonstrando que as campanhas de alerta realizadas pela sociedade civil, inclusive os filmes realizados pelo Grupo Otimismo com voluntários e simpatizantes como Cissa Guimarães, José Wilker, Cristiana Oliveira, Patrícia Pillar e Miguel Falabella, onde sempre se solicita que "na próxima consulta fale com seu médico sobre a conveniência de realizar o teste de detecção" estão causando o resultado esperado e as pessoas estão procurando saber da possibilidade de se encontrar doentes.

A hepatite C e também a hepatite B são altamente perigosas por se tratar de doenças silenciosas, sem sintomas, as quais lentamente destroem o fígado e após décadas levam a uma cirrose ou câncer do fígado. Segundo a organização Mundial da Saúde até dois milhões de brasileiros podem estar infectados coma hepatite B e mais quatro milhões e meio com a hepatite C.

Isto significa que um a cada 30 brasileiros, que pode ser qualquer um, pode estar doente e não saber da sua condição acrescenta Carlos Varaldo e mostrando a importância do diagnostico precoce

O resultado da pesquisa ainda mostra o pouco interesse do governo na detecção dos infectados sendo que somente sete por cento da população já observaram ou tiveram conhecimento de algum tipo de propaganda governamental alertando sobre a hepatite C.

(Redação - InvestNews)