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Opep emite sinais contraditórios sobre novo corte na produção

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Reuters

CAIRO - Os ministros da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep)emitiram sinais conflitantes neste sábado sobre se o grupo precisa reduzir mais a produção de petróleo para trazer um equilíbrio aos mercados.

A maior autoridade do setor de energia da Líbia disse que os mercados parecem estar próximos do equilíbrio e ele não sente que haja a necessidade da Opep ir além do corte de 1,2 milhão de barris por dia acordado em outubro.

- Para mim, não parece que um corte seja necessário neste momento, mas temos de ver - disse Shokri Ghanem aos repórteres.

Mas o influente ministro do Petróleo saudita, Ali al-Naimi, reiterou que o mercado está desequilibrado devido aos altos estoques de combustível e que 100 milhões de barris têm de ser eliminados.

Naimi não afirmou se ele acha que deve haver um corte maior por parte da Opep para eliminar qualquer peso extra ou se o grupo deve manter a redução atual.

Anteriormente ele havia dito que a organização terá de apertar o fornecimento quando se reunir na Nigéria em 14 de dezembro se os atuais cortes não acabarem com o excesso.

O ministro de energia do Qatar, Abdullah bin Hamad al-Attiyah, concordou com a afirmação saudita de que os estoques estão 'muito altos', mas também não disse se cortes mais profundos serão necessários em dezembro.

Desde que a Opep concordou com o corte, os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram de cerca de 5 milhões de barris para 340 milhões, mostram dados dos EUA.

O presidente da Opep, Edmundo Daukoru, disse que o grupo provavelmente realizará novo corte, mas que o tamanho da redução dependerá dos preços e do nível dos estoques. O ministro do petróleo da Venezuela disse que Caracas poderia propor um novo corte de 500 mil barris por dia.

Depois de atingir a maior baixa em 17 meses, de US$ 54,86 em 17 de novembro, os preços do petróleo subiram cerca de US$ 8 atingindo US$ 63 na sexta-feira.

O ministro do petróleo do Iraque disse que a Opep não deve cortar a produção novamente com o preço do petróleo nos EUA acima dos US$ 60 por barril.

A perspectiva de outro corte no fornecimento pela Opep, que produz mais de um terço do petróleo do mundo, aumentou o alerta no maior consumidor do mundo, os Estados Unidos.

Na sexta-feira, o secretário de Energia, Sam Bodman, aconselhou contra o corte e a Administração de Informação sobre Energia disse que a Opep não terá os dados completos sobre os estoques dos EUA na reunião de dezembro, tornando mais arriscada qualquer decisão.