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Ministério prevê déficit estável em 2% até 2009

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SÃO PAULO, 30 de novembro de 2006 - Projeções oficiais apresentadas hoje mostram que do déficit da previdência social deve permanecer em cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até o final da década. A informação foi divulgada pelo secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer. Conforme a projeção apresentada, o déficit deve permanecer próximo ao intervalo entre R$ 45 bilhões R$ 50 bilhões até 2009.

Para 2006, o secretário espera um déficit nas contas da Previdência de R$ 42,2 bilhões. No ano seguinte, o resultado negativo deve crescer para R$ 46 bilhões e subir para 48,4 bilhões em 2008 e, por fim, a previdência deve terminar 2009 com um déficit de R$ 51 bilhões. Apesar do crescimento nominal do resultado, Schwarzer destacou que os valores são equivalentes à cerca de 2% do PIB no período.

Helmut Schwarzer observou, contudo, que a permanência do déficit neste patamar tem como fator 'crucial' a continuidade da regra que prevê o reajuste do salário mínimo conforme a evolução do PIB. Pela expectativa oficial do Ministério da Previdência, o salário mínimo deve ser de R$ 375 em 2007; R$ 406,08 em 2008; e R$ 437,62 em 2009.

O secretário avalia que 'há certa afobação' no debate sobre a reforma previdenciária. 'Só se olha para a questão econômica', disse ele, em Seminário de Finanças Públicas, promovido pelo Tesouro Nacional. Ele sustenta que mudanças no modelo da Previdência devem ser fruto de um pacto da sociedade, que precisa definir as prioridades da atual e das próximas gerações. Essa, segundo ele, deve ser a principal preocupação no debate e não itens como a idade mínima - considerada, por ele, conseqüência de um debate mais amplo.

Ao lado de Schwarzer, o secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, observou que o órgão não se atém apenas às questões econômicas desse debate 'não é porque estamos no Tesouro que devemos priorizar apenas os aspectos econômicos, o foco também é a Justiça Social, o compromisso com o direito adquirido e a base assistencial que foi a opção dos dois últimos governos', respondeu ao colega da Previdência.

(Fernando Nakagawa - InvestNews)