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Fortuna de André Esteves sobe US$ 2,7 bilhões com alta do bolsonarismo no 1º turno

Movimento foi impulsionado pela reação dos investidores ao cenário político e elevou o banqueiro ao topo entre os brasileiros mais ricos

Por ECONOMIA JB

André Esteves

A fortuna de André Esteves, principal acionista do BTG Pactual, cresceu US$ 2,7 bilhões na segunda-feira (5), após a forte reação do mercado ao desempenho da direita na eleição presidencial. Com a valorização dos ativos ligados ao banco, o patrimônio do banqueiro chegou a US$ 15,8 bilhões.

Segundo dados do Bloomberg Billionaires Index, citados pelo Valor Econômico, o avanço fez Esteves alcançar a posição de terceiro brasileiro mais rico. O movimento ocorreu em um dia de forte otimismo entre investidores, refletido principalmente na alta expressiva das ações do BTG.

Mercado reage ao cenário político

A euforia foi puxada pela leitura de que o resultado eleitoral fortaleceu a direita na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro terminou em primeiro lugar na eleição, à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, e analistas políticos e econômicos avaliam que o senador chega à etapa final com mais chances de vitória que o adversário.

Esse cenário ajudou a impulsionar o apetite por ativos associados a expectativas de mudança na condução econômica. A alta de 20% registrada pelo índice naquele dia foi a maior do pregão, concentrando parte do ganho extraordinário visto na fortuna de Esteves.

Relações políticas e atuação internacional

André Esteves mantém relações com políticos de esquerda e de direita. No fim de agosto, ele participou de um jantar com Lula e também se reuniu com Donald Trump para discutir a economia brasileira e as eleições, ampliando sua interlocução em diferentes frentes políticas.

Além do peso no mercado financeiro, o BTG Pactual ganhou destaque internacional ao ser o único banco sediado na América Latina a participar da oferta pública inicial da SpaceX. A operação marcou mais um capítulo na trajetória de expansão global da instituição e consolidou a presença do banco em transações de grande porte. (com informações do Uol)