O valor dos carros usados caiu 0,47% pela primeira vez em 21 meses.

Mesmo que o percentual não seja considerável, o freio nos incrementos já é uma boa notícia por si só

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Desde o ano passado o Brasil está vivendo uma situação de crescimento constante e geral dos preços dos produtos e serviços. O famoso, e tão conhecido pelos cidadãos, fenômeno da inflação.

Como foi anunciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou um incremento de 0,69% em junho, superando os incrementos refletidos no mês anterior.

O maior impacto, entre os fatores analisados, veio do setor dos transportes com uma subida de 0.89%. Dentro desse setor, os principais aumentos chegaram da mão dos preços das passagens aéreas (11,36%), seguro de carro de contratação voluntária (4,20%) e emplacamento e licença (1,71%).

Saindo dessa linha de comportamento dos preços, ironicamente, o valor dos carros usados tem registrado a sua primeira queda pela primeira vez depois de permanentes subidas ao longo de 21 meses.

A média da queda dos preços dos carros foi de 0,47%. Mesmo que o percentual não seja considerável, o freio nos incrementos já é uma boa notícia por si só.

Essas variações nos valores tem muito a ver, entre outros fatores, com os níveis de venda registrados nos últimos meses. Nesse sentido, mesmo que maio apresentou certo crescimento se comparado com o mês anterior, nos primeiros cinco meses do ano, a venda de automóveis e veículos leves usados apresentou uma retração de 20,86%. No total, as transações de compra e venda de usados involucrou 3,5 milhões de unidades ao longo do país.

O freio nas vendas também tem se refletido no caso dos veículos zero quilômetro. No caso, a comercialização de automóveis de passeio novos também registrou uma queda de 18% nos primeiros cinco meses de 2022 se comparado com o mesmo período do ano passado. Neste caso, 549 mil unidades foram vendidas em 2022 diante das 670 mil de 2021, tudo de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No caso dos carros zero, mesmo com queda nas vendas, eles continuam a registrar incrementos nos seus preços, o último registrado é de 0,44%, enquanto o aumento nas motocicletas foi de 1,02%.

A situação do preço dos carros no Brasil está disparada desde 2020, ainda que atualmente esteja se percebendo algum freio. Os principais fatores que favoreceram os incrementos foram a pandemia, a falta de insumos para a produção -principalmente lembrando a famosa “crise dos chipes”-, a alta do dólar e a inflação.

O panorama mostra que, hoje em dia, quase não ficam muitos “carros de entrada” no mercado. Ainda mais levando em conta que, olhando para a lista de carros mais baratos do Brasil, todos já passam dos R$60 mil e com panoramas de maiores incrementos daqui em diante. Segundo algumas fontes da indústria, as montadoras estariam segurando os preços desses modelos de entrada.

 

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variações nos valores tem muito a ver, entre outros fatores, com os níveis de venda registrados nos últimos meses (Foto: reprodução)



A situação do preço dos carros no Brasil está disparada desde 2020, ainda que atualmente esteja se percebendo algum freio
variações nos valores tem muito a ver, entre outros fatores, com os níveis de venda registrados nos últimos meses


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