Lula prorroga isenção de tributos para exportadoras afetadas por tarifaço dos EUA

MP 1.387 autoriza crédito extraordinário ao Ministério da Fazenda para financiar as linhas de crédito do programa

Por ECONOMIA JB

O presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a Medida Provisória 1.386, que prorroga por até mais um ano o prazo de suspensão dos tributos previstos no regime aduaneiro para empresas exportadoras afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos. A norma foi publicada no Diário Oficial da União e busca aliviar o impacto das tarifas adicionais impostas sobre produtos brasileiros.

Para receber a prorrogação, as empresas precisam comprovar que o cumprimento dos compromissos foi afetado pela aplicação dessas tarifas, diferenciadas por país de origem, sobre exportações brasileiras aos EUA. Também é necessário que os prazos do drawback já tenham sido prorrogados anteriormente pela autoridade competente.

Quem pode ser beneficiado

A medida vale para as suspensões tributárias cujas datas de término estejam entre 22 de julho de 2026 e 31 de dezembro de 2026. O texto também alcança atos concessórios de empresas fabricantes-intermediárias, desde que a produção esteja ligada à industrialização de produto intermediário fornecido a empresas industriais-exportadoras.

Nesses casos, o produto final precisa ter o compromisso de exportação comprovadamente afetado pela aplicação das tarifas adicionais dos Estados Unidos. O governo afirma que a mudança tenta preservar a competitividade das empresas brasileiras atingidas pelo cenário externo mais duro.

Recursos para o Plano Brasil Soberano e combustíveis

No mesmo dia, Lula editou a Medida Provisória 1.387, que abre novo crédito extraordinário de R$ 7 bilhões ao Ministério da Fazenda para as linhas de crédito previstas no Plano Brasil Soberano. A publicação também saiu no DOU e reforça a estratégia do governo para apoiar empresas impactadas por barreiras comerciais.

Além disso, a Medida Provisória 1.388 destinou R$ 3,152 bilhões ao Ministério de Minas e Energia para o pagamento das subvenções na produção e importação de combustíveis. Com isso, o governo amplia o pacote de medidas voltadas tanto ao setor exportador quanto a áreas consideradas estratégicas para a economia.(com informações da Agência Brasil)