Receitas da B3 sobem 12% e chegam a R$ 3,1 bilhões no trimestre
Empresa teve crescimento puxado por receitas recorrentes, tecnologia e dados, enquanto derivativos caíram e ofertas públicas somaram R$ 11,6 bilhões
A B3 encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 1,376 bilhão, alta de 8% na comparação com o mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre do ano, porém, houve recuo de 8,2%, refletindo a desaceleração em algumas frentes operacionais.
O Ebitda recorrente somou R$ 1,938 bilhão, crescimento de 13% em 12 meses, mas queda de 5,6% ante o trimestre anterior. A margem Ebitda recorrente avançou para 70,2%, aumento de 47 pontos-base no período.
Receitas e desempenho operacional
As receitas totais da companhia alcançaram R$ 3,1 bilhões no trimestre, avanço de 12% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelas receitas recorrentes e pelo crescimento das linhas pró-cíclicas, que compensaram a retração trimestral de 3,8% na comparação com os três primeiros meses do ano.
Segundo a B3, as receitas pró-cíclicas cresceram 8% em 12 meses e as recorrentes avançaram 17%. Dentro desse conjunto, a empresa destacou o bom desempenho de tecnologia e plataformas, que subiram 15,7%, e de análise de dados (Trillia), com alta de 22%.
Renda variável sustenta atividade
No mercado à vista, o volume médio diário negociado em renda variável chegou a R$ 31,3 bilhões, aumento de 20% ante o segundo trimestre de 2025. A expansão foi puxada, sobretudo, por operações com BDRs, que cresceram 42%, e por fundos listados, que avançaram 74% no período.
As receitas com mercado cresceram 9% em 12 meses, para R$ 2,034 bilhões ao fim de junho. Já as soluções para o mercado somaram R$ 201 milhões, alta de 26%, enquanto a receita com tecnologia e plataformas chegou a R$ 526,8 milhões.
Derivativos e mercado de capitais
No segmento de derivativos, o volume médio diário negociado foi de 11,1 milhões de contratos, queda de 8,3% em um ano. A B3 atribuiu a retração principalmente ao menor volume em criptoativos, influenciado por mudanças nas margens exigidas e por um ambiente de menor atividade nesse mercado.
No mercado de capitais, as ofertas públicas movimentaram R$ 11,6 bilhões no trimestre. O período marcou o primeiro IPO em cinco anos, no valor de R$ 3 bilhões, além de R$ 8,6 bilhões em follow-ons, sinalizando retomada gradual da janela de captação na bolsa. (com informações da Agência Estado)