Itaú lucra + 1% no 2º Trimestre e R$ 24,689 bilhões no semestre; Desenrola segura inadimplência dos clientes

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Por Gilberto Menezes Côrtes

Agência do Itaú

O lucro líquido recorrente do Itaú foi de R$ 12,407 bilhões no segundo trimestre, com aumento de apenas 1% sobre o primeiro. No acumulado do ano, o lucro chegou a R$ 24,689 bilhões, com crescimento de 9,4% sobre o primeiro semestre de 2025.

Os descontos aos clientes nas renegociações do Programa Desenrola custaram R$ 1,147 bilhão e impactaram o lucro, mas seguraram a inadimplência. O total das operações com atraso superior a pessoas físicas aumentou de 3,6% para 3,7%. Entre as pequenas e microempresas, o índice de atraso subiu de 1,9% para 2,0%. Entre as grandes empresas, o percentual de atrasos ficou estável em 0,1%. A média da carteira foi de 1,9%

A avaliação do próprio Itaú

No segundo trimestre de 2026, o resultado recorrente gerencial alcançou R$ 12,4 bilhões, com aumento trimestral de 1,0%. O retorno recorrente gerencial sobre o patrimônio líquido foi de 24,3% no consolidado e de 25,7% nas operações no Brasil.

A carteira de crédito aumentou 2,7% no consolidado e 2,6% no Brasil no trimestre. A carteira de pessoas físicas do Brasil cresceu 1,6% no trimestre, com destaque para crédito imobiliário (+3,9%) e crédito consignado (+3,5%), nesta última, por conta, principalmente do consignado privado (+14,3%).

“No segundo trimestre, tivemos o impacto do programa Desenrola na carteira de pessoas físicas. Com base nesse programa, até o fechamento do segundo trimestre, aproximadamente R$ 1,1 bilhão foi renegociado, entre carteira ativa e créditos que já haviam sido baixados para prejuízo”. Ou seja, o Desenrola traz benefícios aos clientes e aos bancos.

”Após a renegociação e descontos concedidos, o saldo da carteira desse programa ficou em R$ 275 milhões, sendo que mais de 300 mil clientes aderiram ao programa, com impacto imaterial tanto nos indicadores de qualidade de crédito quanto no custo do crédito”, assinala o Itaú.

O custo do crédito apresentou um aumento de 1,9% na comparação trimestral e ficou em R$ 10,1 bilhões. O indicador de custo do crédito sobre a carteira média manteve-se no mesmo patamar do trimestre anterior, 2,7%. O resultado recorrente gerencial apresentou crescimento de 9,1%.

O custo do crédito avançou 5,9% em função do crescimento da carteira de crédito, com estabilidade do indicador de custo do crédito sobre a carteira, que ficou em 2,7%. • As receitas com prestação de serviços e seguros aumentaram 4,4%. Houve aumento de 11,0% das receitas com administração de recursos e de 25,3% com banco de investimento e corretagem

O resultado de seguros, previdência e capitalização, aumentou 12,8%, com destaque para o crescimento de prêmios ganhos e das receitas com comissões de serviços de terceiros.

Receitas de conta corrente caem 7,4%

As receitas de serviços e seguros somaram R$ 14,089 bilhões (sendo R$ 11,028 bilhões em serviços, liderados pelos ganhos de R$ 3,279 bilhões, ou +0,4%, nas emissões de cartões de crédito e débito, e R$ 1.997 bilhão na administração de recursos, incluindo fundos de investimento).

As receitas de contas correntes de pessoas físicas tiveram queda de 7,4%, diante do abatimento de tarifas com a maior parte das transações feitas pelos clientes via celular ou nos caixas eletrônicos.