Bradesco registra lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre de 2026

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Por ECONOMIA JB

Marcelo de Araujo Noronha é o presidente do Bradesco

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 16,1% ante o mesmo período de 2025 e alta de 4,5% ante o quarto trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) ficou em 15,8% em março, de 14,4% um ano antes.

A margem financeira bruta atingiu R$ 20 bilhões no trimestre, avanço anual de 16,4%. A margem com clientes somou R$ 19,5 bilhões, alta de 16,3%.

A margem com mercado foi de R$ 553 milhões no período, alta de 19,7% na comparação anual. A margem financeira líquida totalizou R$ 10,3 bilhões no primeiro trimestre, alta de 8,3% em base anual.

“A margem financeira cresceu significativamente no trimestre. Nossa margem com mercado apresentou desempenho positivo em cenário macro desafiador, revelando boa gestão de risco”, ressalta o banco no balanço. “Nossa margem com clientes cresceu na comparação com o trimestre anterior, apesar do efeito calendário (menos dias), refletindo aumento do volume de crédito e spread.” (com Agência Estado)

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Mais que o Itaú em 12 meses, mas a inadimplência é mais elevada

Por Gilberto Menezes Côrtes

O resultado do Bradesco, com lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre, com aumento de 4,50% no trimestre e de 16,1% comparado a março de 2025, no nono período seguido de avanço, foi melhor do que o Itaú, que lucrou R$ 11,623 bilhões no Brasil, mas com queda trimestral de 0,3% e avanço de 10,4% em 12 meses. No Bradesco, 59% do lucro vieram da atividade bancária e 41% da seguradora, controlada 100% pelo banco.

Entretanto, a inadimplência, ou seja, o índice de operações com atraso de mais de 90 dias (4,0%), está bem pior do que o do concorrente (1,9%). Nas pessoas físicas, o atraso no Bradesco era de 5,4% em março, contra 3,6% do Itaú; nas Pequenas, médias e microempresas, o escore era de 4,0% a 1,9% e nas grandes empresas, os atrasos eram o dobro: 0,2% X 0,1%.

Por tudo isso, os bancos estão recebendo bem o programa Desenrola do governo federal para zerar dívidas em atraso com perdão de até 90% de juros e mora. É que isso abre perspectivas de reabilitação dos clientes, mas também tende a liberar provisões para dívidas em atraso e implicar em menos provisões neste segundo trimestre.

No primeiro trimestre, mesmo fazendo venda de carteiras, o Bradesco fez provisões de R$ 9,667 bilhões, com aumento de 9,5% sobre o quarto trimestre de 2025 e de 26,5% sobre o primeiro trimestre do ano passado. O estoque de recursos mobilizados para provisões era de R$ 58,6 bilhões em março.

No Itaú, também depois de vendas de carteiras em atraso, houve R$ 9,952 bilhões em provisões. E o estoque de recursos para provisões era de r$ 55,9 bilhões.