Com alta do real ante dólar, Petrobras lucra R$ 110 bilhões, crescimento de 200% sobre os resultados de 2024
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A Petrobras registrou um lucro líquido de US$ 19,6 bilhões (R$ 110 bilhões) no ano passado, com aumento de 200% sobre os R$ 36 bilhões de 2024. A valorização do real diante do dólar foi o principal responsável pelo aumento do lucro (161% em dólar sobre os US$ 7,5 bilhões de 2024). No quarto trimestre de 2025, a companhia teve lucro líquido de R$ 15,56 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 17,04 bilhões apurado no mesmo período de 2024, devido à escalada do dólar frente ao real.
No ano passado, a companhia bateu vários recordes de produção de petróleo e gás e nas refinarias. A produção do pré-sal respondeu por 70% do petróleo consumido nas refinarias, que operaram com 91% de ocupação da capacidade instalada.
O lucro líquido da Petrobras em 2025 chegou a R$ 110,1 bilhões (US$ 19,6 bilhões), um aumento de 200% em relação a 2024 (R$ 36,6 bilhões). Mesmo em um cenário desafiador, com uma queda de 14% no preço do Brent no ano, a companhia conseguiu apresentar resultados financeiros sólidos e uma excelente performance operacional.
Investimentos e tributos
Impulsionado pelo aumento de 11% da produção total de óleo e gás no período, o Fluxo de Caixa Operacional, gerado pelas operações regulares durante o ano, atingiu R$ 200 bilhões (US$ 36 bilhões). A Petrobras investiu R$ 112,9 bilhões (US$ 20,3 bilhões), com foco em projetos do segmento de Exploração e Produção. Foram pagos R$ 277,6 bilhões em tributos, participações especiais e royalties à União, estados e municípios no último ano.
"O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos. Isso reflete nossa capacidade de entregar mais com menos recursos, otimizando projetos e antecipando operações que geram valor para nossos acionistas e para a sociedade. Nossos resultados não são apenas números: eles se traduzem em energia, geração de riqueza, empregos, impostos e retorno para a sociedade", declarou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
A performance operacional da companhia compensou parte do efeito da queda do Brent no período, com o aumento expressivo do volume de petróleo e gás produzido. A produção total de óleo e gás natural da Petrobras alcançou 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Dentre os fatores que contribuíram para o aumento da produção em 2025, destacam-se o início da operação e o aumento da capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, a manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba, o “ramp-up” dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão, além da maior eficiência operacional na UN-BS e em Búzios. As exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mil barris por dia (mbpd).
“Os resultados de 2025 comprovam a consistência da nossa estratégia, baseada em disciplina de capital, aumento de produção e eficiência operacional. Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano. Continuamos a apresentar um fluxo de caixa robusto, apoiado por projetos de qualidade que ampliam a produção, com alto retorno e rápida geração de caixa. Essa combinação sólida cria valor e garante benefícios duradouros para a sociedade brasileira e para os nossos acionistas”, afirma Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.
Outro fator que influenciou o lucro líquido em 2025 foi a variação cambial, refletindo a valorização do real frente ao dólar. Desconsiderando este e outros eventos exclusivos no período, o lucro líquido foi de R$ 100,9 bilhões (US$18,1 bilhões). Já o EBITDA ajustado, sem os eventos exclusivos, chegou a R$ 244,3 bilhões (US$ 43,8 bilhões). Além do impacto positivo da produção, o EBITDA foi favorecido pela redução das despesas operacionais.
A dívida bruta encerrou o ano em US$ 69,8 bilhões, impactada principalmente pela adição de afretamentos que compõem a dívida por determinação de norma contábil. Esse ano entraram em operação os FPSOs afretados Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e Alexandre de Gusmão, no campo de Mero.
Investimentos
A Petrobras totalizou R$ 112,9 bilhões (US$ 20,3 bilhões) em investimentos em 2025. O montante está dentro da faixa de variação do “guidance” divulgado para o ano (+/- 10%).
Este patamar de Capex reflete antecipações de entregas em projetos, com a aceleração do avanço físico de FPSOs próprios destinados à operação nos campos de Búzios, Atapu e Sépia, além da evolução nas campanhas de perfuração de poços e recordes de interligações. Os investimentos no segmento de E&P representaram cerca de 84% do total de investimentos em 2025, contribuindo para o relevante crescimento da produção observado no ano.
Destaques operacionais
A Petrobras alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), representando um aumento de 11% em relação à produção de 2024. A companhia entregou uma produção acima do limite superior da meta estabelecida para o ano.
A Petrobras alcançou o melhor resultado dos últimos dez anos ao incorporar 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente (boe) em reservas, atingindo um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%, mesmo diante de uma produção recorde. A relação entre as reservas provadas e a produção (indicador R/P) atingiu 12,5 anos, refletindo a sustentabilidade do portfólio.
Em 2025, entraram em operação o FPSO Almirante Tamandaré e P-78, no campo de Búzios, e o FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero. Essas três novas unidades de produção adicionaram 585 mil barris de óleo por dia de capacidade nominal de produção operada pela Petrobras.
As exportações de petróleo registraram recorde anual de 765 mbpd e novo recorde trimestral de 999 mbpd no 4T25, refletindo a elevada produção e o trabalho contínuo de desenvolvimento de mercados para os óleos da Petrobras.
Em 2025, o parque de refino atingiu fator de utilização total (FUT) de 91%, mantendo um patamar elevado de utilização dos ativos acompanhado de segurança operacional. A produção de diesel, gasolina e QAV representou 68% da produção total, refletindo o foco estratégico na geração de produtos de maior valor agregado.
