ECONOMIA

Itaú lucra R$ 35,6 bilhões em 2023 e paga R$ 21,5 bilhões aos acionistas

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Por GILBERTO MENEZES CÔRTES
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Publicado em 05/02/2024 às 21:15

Alterado em 06/02/2024 às 19:47

Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, herdeiros e presidentes do Banco Itaú (arquivo) Foto: reprodução

O Itaú Unibanco Holding, que compreende as atividades financeiras e bancárias no Brasil e na América Latina, teve lucro líquido recorrente gerencial de R$ 9,401 bilhões no último trimestre, com aumento de 4%, fechando o ano com R$ 35,6 bilhões, um aumento de 15,7% sobre 2022. Houve retorno de 21,0% sobre o patrimônio líquido (+0,6 p.p. frente a 2022). No ano passado, o Itaú distribuiu (pagos e a serem pagos) R$ 21,5 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio para os acionistas. Um “payout" de 60,3%.

As operações no Brasil representaram 92,4% do lucro (R$ 32,906 bilhões), enquanto as operações na América Latina renderam R$ 2,712 bilhões (7,6% do total). O Itaú aproveitou a venda da operação na Argentina, que gerou R$ 1,2 bilhão, para reduzir as provisões para devedores duvidosos (para Americanas e outros devedores), que caiu 3,5%, de R$ 57,3 bilhões, em 30 de junho, a R$ 55,3 bilhões, em dezembro.

Inadimplência de 4,4% em pessoas físicas

O Itaú reduziu a inadimplência na carteira de grandes empresas para 0,1% no Brasil, mas o atraso das pessoas físicas, embora em queda, fechou em 4,4%, influindo na taxa total de 2,8%, o dobro da inadimplência da América Latina (1,4%), onde houve forte crescimento de atrasos no Chile.

As receitas com prestação de serviços e seguros aumentaram 5,3% na comparação anual, somando R$ 42,6 bilhões. O aumento ocorreu com maior faturamento na atividade de cartões, tanto em emissão quanto em adquirência, além da evolução positiva do resultado com seguros. As despesas não decorrentes de juros cresceram 6,5%, enquanto o índice de eficiência recuou 1,3 p.p. no consolidado e 1,2 p.p. no Brasil, e atingiram 39,9% e 37,9%, respectivamente.

Venda de carteiras

No trimestre, o Itaú vendeu carteiras ativas sem retenção de riscos para empresas não ligadas. Dessa venda, R$ 375 milhões referem-se a créditos ativos, que estavam com atraso superior a 90 dias, dos quais R$ 344 milhões ainda estariam ativos ao final de dezembro de 2023 não fosse a venda.

Ainda vendeu R$ 195 milhões referentes a carteiras ativas em dia ou com atraso curto. Essas vendas de carteiras ativas trouxeram impactos negativos de R$ 19 milhões no produto bancário, positivo de R$ 55 milhões no custo do crédito e positivo de R$ 20 milhões no resultado recorrente gerencial, e não trouxeram impacto material nos indicadores de qualidade de crédito.

O lucro trimestral

As operações de Varejo, que incluem crédito pessoal, imobiliário, empréstimos consignados, cartões de crédito, serviços de adquirência, financiamento de veículos, seguros, previdência e capitalização, clientes do Uniclass e do Personnalité e micro e pequenas empresas registraram lucro de R$ 3,606 bilhões no quarto trimestre, com aumento de 12,8% sobre o trimestre anterior.

Nas atividades do Atacado, que compreendem as operações da AL, o lucro recorrente foi de R$ 4,876 bilhões, com queda de 4,2% no ano, pelo fim das operações na Argentina. As atividades de mercado e corporativas renderam R$ 919,7 milhões, com aumento de 21,8% sobre 2022.

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