ECONOMIA

Unidade da Petrobras em Caraguatatuba bate recorde anual de produção de GLP

Em 2023, foram produzidos 697.865 m³ de GLP, ultrapassando o recorde anterior, de 684.081 m³, estabelecido em 2022. Valor corresponde a mais de 27 milhões de botijões de 13 kg.

Por ECONOMIA JB
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Publicado em 24/01/2024 às 18:37

Alterado em 24/01/2024 às 18:37

Unidade de Tratamento de Gás da Petrobras em Caraguatatuba Foto: divulgação

A Unidade de Tratamento de Gás da Petrobras em Caraguatatuba - UTGCA, localizada no litoral norte de São Paulo, bateu, em 2023, recorde anual de produção de GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), com 697.865 m³ (361.110 toneladas). Para se ter uma ideia desse número, ele é equivalente a mais de 27 milhões de botijões de gás de 13 kg.

Esse recorde fecha um ano de bons resultados da unidade. Em julho, o recorde mensal de produção foi superado, com 72.442 m³ (37.446 toneladas). O recorde anterior era de 36.409 toneladas, registrado em outubro de 2022. Também em julho, a UTGCA atingiu a maior proporção histórica diária de processamento na camada do pré-sal, alcançando 73%. A título de comparação, o Brasil compra 20 milhões de m3 diários de gás natural da Bolívia.

"Esse recorde se deve ao melhor aproveitamento das correntes de hidrocarbonetos de cadeia mais longa. Em outras palavras, isso significa que a unidade recebeu um gás mais adequado para formar o GLP e ainda trabalhou com um ajuste mais otimizado para a formação desse produto", explica o gerente executivo da área de Processamento de Gás da Petrobras, Wagner Felicio.

As unidades de processamento recebem gás proveniente de plataformas marítimas, tanto do Pré-Sal quanto do Pós-Sal, a partir de tubulações denominadas de rotas de escoamento, que interligam os campos de produção em mar até as unidades em terra. Após o tratamento na unidade de processamento, esse gás é separado em três produtos: gás natural, porção mais leve da mistura; GLP (gás de botijão); e o C5+, porção mais pesada, sendo um produto intermediário cujo processamento é finalizado na Refinaria Henrique Lage - Revap, em São José do Campos (SP).

O diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, comemora os ganhos. “O aumento da proporção de gás do pré-sal no processamento da unidade trouxe importantes benefícios para a produção. A melhoria na utilização dos nossos ativos de processamento contribui decisivamente para a produção de óleo e gás da Petrobras e para uma oferta maior ao mercado”, afirma França.

Sobre a UTGCA e o caminho do gás

A Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA) está instalada no município paulista de Caraguatatuba. A unidade tem capacidade para processar diariamente até 20 milhões de m³ de gás natural, oriundo de diversas plataformas, interligadas à Plataforma de Mexilhão (PMXL-1), instalada a cerca de 140 quilômetros da costa. De lá, o produto chega à UTGCA por meio de um gasoduto. Depois do processamento na UTGCA, outro gasoduto leva o gás natural até a cidade de Taubaté (SP), de onde é lançado na malha de gasodutos da Petrobras, seguindo para distribuição. O GLP e o C5+ são enviados para São José dos Campos por meio dos oleodutos Caraguatatuba-Vale do Paraíba (Ocvap I e Ocvap II, respectivamente), de onde são distribuídos ao mercado.

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