Quase nada: produção industrial cresce 0,1% em abril

Já em relação a abril de 2021, houve queda de 0,5%, nona taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa dessa sequência

Em abril de 2022, a produção industrial nacional mostrou variação positiva de 0,1% frente a março, na série com ajuste sazonal. Este é o terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 1,4%. Nesta comparação, houve altas em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 26 ramos pesquisados.

Já em relação a abril de 2021, houve queda de 0,5%, nona taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa dessa sequência. No acumulado do ano, frente ao mesmo indicador de 2021, a indústria recuou 3,4%. O acumulado nos últimos doze meses recuou 0,3% em abril e marcou o primeiro resultado negativo desde março de 2021 (-3,1%), mantendo a trajetória descendente iniciada em agosto de 2021 (7,2%).

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,6%), bebidas (5,2%) e outros produtos químicos (2,8%), com a primeira voltando a crescer após dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 2,6%; e as duas últimas marcando o terceiro mês seguido de crescimento e acumulando nesse período avanços de 18,9% e 10,9%, respectivamente. Outras contribuições positivas relevantes vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,8%), de produtos de borracha e de material plástico (2,6%), de produtos de metal (2,5%) e de celulose, papel e produtos de papel (1,6%).

Por outro lado, entre as dez atividades com redução, produtos alimentícios (-4,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,2%) exerceram os principais impactos, com a primeira intensificando a queda registrada no mês anterior (-2,7%); e a última eliminando parte do avanço de 11,3% acumulado nos meses de fevereiro e março. Vale destacar também os recuos nos ramos de máquinas e equipamentos (-3,4%), de produtos do fumo (-12,0%), de outros equipamentos de transporte (-8,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,6%) e de metalurgia (-1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo semi e não duráveis (2,3%) e bens intermediários (0,8%) assinalaram as taxas positivas. Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (-9,2%) e de bens de consumo duráveis (-5,5%) apontaram os recuos nesse mês, com ambos interrompendo dois meses seguidos de crescimento na produção, período em que acumularam avanços de 12,1% e 3,8%, respectivamente.

 

Média móvel trimestral fica em 0,5% no trimestre encerrado em abril

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou acréscimo de 0,5% no trimestre encerrado em abril de 2022 frente ao nível do mês anterior, após registrar variação negativa de 0,2% em março, quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em novembro de 2021.

Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários (1,2%) e bens de capital (0,6%) tiveram as taxas positivas mais acentuadas. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) também mostrou avanço nesse mês. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (-0,6%) apontou o único resultado negativo e manteve o movimento de perda verificado nos meses de março (-3,1%) e fevereiro (-0,7%) de 2022.

 

Indústria recua 0,5% frente a abril de 2021

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou recuo de 0,5% em abril de 2022, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 59,4% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que abril de 2022 (19 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (20).

Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,6%), produtos alimentícios (-4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-16,7%) e produtos de metal (-11,3%). Destaca-se também as contribuições negativas dos ramos de máquinas e equipamentos (-6,3%), de produtos de borracha e de material plástico (-7,6%), de metalurgia (-4,3%), de produtos de minerais não metálicos (-5,1%), de produtos têxteis (-9,9%), de produtos de madeira (-9,9%), de móveis (-11,6%) e de produtos diversos (-10,0%).

Por outro lado, entre as oito atividades com expansão na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (19,9%) exerceu a maior influência. Outros impactos positivos importantes foram registrados por outros produtos químicos (11,0%), bebidas (13,2%) e celulose, papel e produtos de papel (2,8%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-13,2%) e bens de capital (-5,1%) assinalaram, em abril de 2022, as taxas negativas. Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (3,3%) e de bens intermediários (0,1%) avançaram no mês.

O setor produtor de bens de consumo duráveis recuou 13,2% em abril de 2022 frente a igual período do ano anterior, décimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação. Já a produção de bens de capital apontou queda de 5,1%, após avançar 4,9% em março, quando interrompeu dois meses consecutivos de taxas negativas.

O segmento de bens intermediários apontou variação positiva de 0,1% frente a abril de 2021, interrompendo, dessa forma, oito meses consecutivos de taxas negativas. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis avançou 3,3%, interrompendo, assim, nove meses de taxas negativas consecutivos nesse tipo de comparação.

 

No ano, indústria recua 3,4%, com todas as grandes categorias em queda

No índice acumulado de janeiro a abril de 2022, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou queda de 3,4%, com resultados negativos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 63,1% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-9,6%), produtos de borracha e de material plástico (-13,5%), produtos de metal (-15,0%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,6%). Vale destacar também as contribuições negativas dos ramos de produtos têxteis (-19,2%), de metalurgia (-4,7%), de móveis (-25,0%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-13,1%), de produtos de minerais não metálicos (-5,1%), de máquinas e equipamentos (-3,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,7%), de couro, artigos para viagem e calçados (-10,4%), de indústrias extrativas (-1,3%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-7,6%).

Por outro lado, entre as sete atividades em expansão, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (9,4%) exerceu a maior influência. Outros impactos positivos importantes foram registrados por outros produtos químicos (2,1%) e bebidas (2,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, observou-se menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-17,0%), pressionada pelas reduções verificadas na fabricação de automóveis (-14,2%) e de eletrodomésticos da “linha branca” (-25,7%) e da “linha marrom” (-18,0%). Os segmentos de bens de capital (-3,0%), de bens intermediários (-2,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-2,5%) também tiveram resultados negativos, mas todos com recuos menos intensos do que o observado na média da indústria (-3,4%) (com Agência IBGE)

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