ECONOMIA
Representantes de caminhoneiros confirmam paralisação nessa segunda (1º)
Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 31/10/2021 às 20:13
Alterado em 31/10/2021 às 20:15
A categoria quer a retirada da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), praticada pela Petrobras, entre outras reivindicações Thomaz Silva/Agência Brasil
Líderes de caminhoneiros reiteraram neste domingo, 31, em vídeos por WhatsApp, a greve marcada para esta segunda-feira, 1.º. A categoria quer a retirada da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), praticada pela Petrobras, entre outras reivindicações.
O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, afirma no vídeo que busca apoio de outros segmentos para "fortalecer a luta". Chorão pede que o governo "tenha sensibilidade" e retire o PPI. "Peço apoio de todos os nossos irmãos caminhoneiros. A partir de amanhã, vamos cruzar os braços", diz.
O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) Carlos Alberto Litti afirma que o PPI "tira dinheiro do povo brasileiro para dar para os ricos exploradores estrangeiros". Litti conclama os caminhoneiros para que apoiem a paralisação. "Caminhoneiro, está na tua mão. Não rode, não vá para a estrada", diz.
A Abrava, a CNTTL e o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) estão à frente da organização da greve de amanhã.
Como apurou o Broadcast, o governo federal conseguiu ao menos parcialmente liminares judiciais que proíbem eventuais bloqueios da greve dos caminhoneiros nas rodovias federais de Santa Catarina, de parte do Paraná e das que interligam a Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas (RS). Mais cedo, no entanto, o presidente do CNTRC, Plínio Dias, disse ao Broadcast desconhecer as liminares obtidas pelo governo contra possíveis interdições e ocupações de rodovias durante a paralisação. Dias declarou que o movimento está mantido.
Os principais pedidos da categoria são o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário, mudança na política de preço da Petrobras para combustíveis e aposentadoria especial a partir de 25 anos de contribuição, entre outros. (Daniel Galvão/Agência Estado)