Operação apura sonegação de R$ 270 milhões com combustível

Organização criminosa responsável pelo esquema teria movimentado até R$ 4,8 bilhões. Diligências são um desdobramento da quebra de sigilos bancário e fiscal dos suspeitos

Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Credit...Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram nesta segunda (15) a segunda fase da Operação Arinna, que apura um esquema de adulteração de combustíveis que, segundo as investigações, resultou na sonegação de mais de R$ 270 milhões em tributos federais.

Foram cumpridos, ao todo, onze mandados de busca e apreensão nas cidades paulistas de Valinhos, Paulínia, Araraquara, Ibaté, Ribeirão Bonito, bem como em Cuiabá e Cocalinho, em Mato Grosso.

De acordo com o MPSP, a organização criminosa responsável pelo esquema teria movimentado até R$ 4,8 bilhões. As diligências são um desdobramento da quebra de sigilos bancário e fiscal dos suspeitos, autorizada pela Justiça.

“O exame das informações permitiu identificar o caminho percorrido pelo dinheiro, desde os financiadores do esquema investigado até os principais beneficiários desses recursos”, disse o MPSP, em nota.

Empresas

Segundo as investigações, duas empresas que foram alvo da primeira fase da operação - Sun Energy Indústria e Comércio, Importador e Exportador de Lubrificantes e Aditivos Eireli e Confidence Trading Comércio, Importação e Exportação de Produtos Químicos Eireli - comercializaram, aproximadamente, R$ 82 milhões de nafta, um derivado de petróleo.

As duas companhias obtinham autorização da Agência Nacional do Petróleo para aquisição de nafta sob a justificativa de que o produto seria utilizado como insumo pela indústria petroquímica.

“Por meio do cruzamento de dados, no entanto, foi possível visualizar que as aquisições de nafta estavam sendo financiadas por pessoas e empresas vinculadas ao setor de combustível”, disse o MPSP. “Essa substância desperta muito interesse de organizações criminosas em razão da sua composição química ser muito semelhante à da gasolina e por ter um custo menor”, finalizou o órgão. (com Agência Brasil)

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