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Economia

Taxas futuras abrem em alta com dólar, expectativa de IPCA e cautela eleitoral

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Os juros futuros abriram e seguem em alta sob a influência do dólar. Além da influência do mercado cambial, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) também reagem a uma mudança nas expectativas de mercado sobre a inflação. O Relatório de Mercado Focus, divulgado no início da manhã desta segunda-feira, 24, revelou que a mediana das projeções dos economistas para o IPCA em 2018 subiu de 4,09% para 4,28%. A projeção para o índice em 2019 foi de 4,11% para 4,18%.

No mercado de juros, também é observada cautela com a pesquisa eleitoral do Ibope a ser divulgada na noite desta segunda-feira. Os investidores e analistas aguardam diagnóstico sobre a evolução do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que segue hospitalizado, e também sobre o petista Fernando Haddad. No último levantamento Ibope, Haddad cresceu 11 pontos porcentuais nas intenções de voto.

Em artigo publicado nesta segunda-feira, o colunista Fábio Alves, do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, observa que "na conjuntura atual da campanha eleitoral, cada vez mais as propostas dos extremos ideológicos - personificados nas chapas" de Jair Bolsonaro (PSL) e de Fernando Haddad (PT) - "estão se encontrando". "Os dois candidatos propõem elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoa física para cinco salários mínimos", escreve Fábio Alves.

Uma diferença entre os discursos, entretanto, e que evidencia que a "parcela do mercado financeiro que joga seu apoio a Bolsonaro o faz simploriamente" é a proposta do economista Paulo Guedes sobre o "voto programático de bancada". Caso tivesse sido feita pelo economista do PT, "qual seria a reação dos investidores ao ouvir uma proposta que enfraquece o ambiente institucional democrático, que também afeta o prêmio de risco de um País?"

Segundo Guedes, esse posicionamento foi tema de conversa com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), em encontro há cerca de seis meses. "É uma forma de sair da compra de votos mercenários no varejo para votos partidários no atacado, valorizando os programas dos partidos". Maia nega e disse ao Broadcast Político que nunca falou com Guedes sobre "superpoderes de partidos".

 

Às 9h56 desta segunda-feira, o DI para janeiro de 2023 estava a 11,16% de 11,14% no ajuste de Sexta-feira (21). O DI para janeiro de 2021 exibia 9,63% ante 9,61% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2020 estava a 8,42% ante 8,396% no ajuste de sexta-feira.

 



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