Uma raridade imperdível espera os amantes de vinil, colecionadores, produtores e artistas da musica. No próximo dia 21 de maio, sábado, o brechó “Desculpe, eu sou Chique”, em Laranjeiras, promove o primeiro Leilão de Música Popular Brasileira. Ao todo, são mais de 600 raridades em discos de vinil, LPs, e compactos, selecionados dos mais de 5.000 discos do acervo de Carlos Sávio Silva Pinto, dono do brechó “Desculpe, eu sou chique”.
O evento terá à frente a leiloeira oficial Christina Goston e reunirá relíquia para todos os gostos e gêneros musicais. Entre as relíquias estão discos com raras gravações de pecas de teatro como “Arena Canta Zumbi”, “Asdrubal Trouxe o Trombone” (o grupo que revelou Regina Casé e Luis Fernando Guimaraes) e ainda Glauce Rocha interpretando Jean Cocteau e um importante registro sonoro de Manoel Bandeira recitando seus poemas pelo selo Copacabana (1968).
Na área musical, estão álbuns de bossa nova e jazz preciosos, como o Quarteto Novo (Odeon, 1967), com a ilustre presença de Hermeto Paschoal , além de LPs dos mestres do swing Dom Um Romão e Dom Salvador. Para os amantes do samba, Sávio separou, entre outros, a gravação do show “Rosa de Ouro Vol.1 e2”, com Clementina de Jesus, Cartola, e Aracy Cortes, “Viva o Samba”, com Elizeth Cardoso.
Na área pop, o 1º Leilão de Música Popular Brasileira reserva raridas como o único e disputadíssimo compacto do grupo Vímana (Som Livre-1977), top do rock brasileiro, que apresentou o talento de Lobäo, Ritchie e Lulu Santos e o Lp “Racional”, original de Tim Maia, quando o artista era ativista da obscura seita “Universo em Desencanto”. Quem levar o lote do síndico, será premiado com a coleção de livros “Universo em Desencanto”.
A história de Sávio com brechó e música é longa e vem desde o tempo em que ele morava em Volta Redonda, há mais de 30 anos. Colecionador de vinil e freqüentador de várias feiras do gênero no Rio de Janeiro e São Paulo, ele trabalhou com publicidade, mas decidiu largar tudo para montar seu primeiro brechó, “O passado me condena”, em Laranjeiras há 12 anos. Em 2006, largou a sociedade e criou o “Desculpe, eu sou chique”, num simpático sobrado da Rua Alice.