Neto termina músicas do mestre Cartola

Cinco canções recebem acabamento do compositor Reizilan

Menino de calças curtas, Reizilan, ao lado de muitos outros de sua idade, costumava brincar nas vielas e becos do Morro de Mangueira e ruas adjacentes. Um dia, deu com o avô, perto do Jardim Zoológico, em frente a uma placa de rua, calado, mão no queixo, uma pose contemplativa. “Ele deve estar fazendo uma música”, intuiu o menino. É que o avô dele era simplesmente o Cartola, um dos maiores e mais completos compositores de samba de todos os tempos.

Já iniciado nos segredos harmônicos do violão pelo próprio avô, Reizilan, naquele momento, quis sentar ao lado de Cartola. Perguntar o que ele estava pensando. Era uma música que estava surgindo? Era um amor do passado? Era uma glória da Estação Primeira de Mangueira, escola de samba que fundara em 1928, na companhia dos amigos Zé Espinguela e Carlos Cachaça, dando-lhe inclusive as cores verde e rosa?

Enfim: Reizilan teve imensa vontade de ser parceiro de Cartola. Bem mais tarde – depois da morte do avô, em 1980 – ele viu o sonho realizado.

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