Em meio à crise no grupo Silvio Santos, Íris Abravanel lança livro

 

Ao atender jornalistas antes da sessão de autógrafos de seu livro de crônicas Recados Disfarçados, nesta terça-feira (16) na Fnac Pinheiros, em São Paulo, Íris Abravanel não escapou das perguntas sobre a crise financeira do grupo Silvio Santos. Chegou, inclusive, a ser questionada se abriria mão de seu salário em prol do grupo - pergunta, no entanto, que ela preferiu não responder.

Na verdade, foi a única sem resposta. Desde o começo do bate-papo, Íris mostrou ter consciência de que seu livro não seria mesmo o centro das atenções. "Espero que vocês sejam bonzinhos comigo", brincou com os jornalistas, que entenderam nessa afirmação o consentimento da novelista e escritora para que perguntas sobre a crise fossem feitas.

Apesar de visivelmente constrangida, Íris foi gentil com os repórteres, comentando o que achava que lhe cabia comentar. Um exemplo foi sobre o orçamento das produções de teledramaturgia do SBT. Até agora, segundo Íris, nada se falou na emissora sobre reduzir gastos nesta área. Ela disse, porém, que o cuidado com os custos existem.

"Temos que andar com os pés no chão. Tenho fé, creio na misericórdia de Deus em todas as situações. Não podemos nos desesperar com as dificuldades, precisamos manter a sobriedade", disse.

Íris falou ainda que, terminando as gravações de Corações Feridos, em dezembro, terá uma reunião com sua equipe para definir o tema de sua terceira telenovela. Depois disso, tirará férias. Não relevou o lugar do descanso. Apenas informou que estará "onde o marido estiver".

A obra

O livro de Íris Abravanel é composto por 78 crônicas, publicadas pela revista Contigo! entre 1992 e 1995 - período em que ela assinou a coluna Bate-papo. Apesar de datados da década anterior, os textos, segundo ela, continuam bastante atuais. "As mulheres continuam as mesmas, gostam de flores, romance", argumentou.

O livro não é classificado como auto-ajuda, mas serviu como tal para Íris, segundo ela mesmo o considerou. "Escrevo sobre situações que vivi e vivo como mulher e mãe. Se servir para pelo menos uma pessoa, já fico contente".

Apesar de ter sido sempre, segundo Íris, o primeiro a ler os textos antes de serem publicados, Silvio Santos não era esperado pela mulher para a noite de autógrafos. Ela disse que não exigiu isso dele, inclusive porque estava gravando seus programas no horário do evento. As filhas Daniela e Renata a acompanharam.