Agência EFE
MADRI - Michael Clayton é um mediador numa companhia de advogados que enfrenta uma multinacional do setor de alimentos, papel que, com suas características de justiceiro engravatado, cai como uma luva em George Clooney e ainda valeu ao galã sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator.
Esta é a segunda vez que Clooney, de 44 anos, concorre a um Oscar de interpretação. Em 2005, ele disputou e levou o prêmio de melhor coadjuvante por sua atuação em 'Syriana', longa no qual interpretava outro personagem que buscava a verdade e a justiça em meio ao caos e a interesses econômicos.
Ambos os filmes lembram o cinema político da década de 70, que tanto agrada o ator.
Apesar do sucesso de Clooney em produções mais leves, como em "Onze Homens e Um Segrego' e suas seqüências e no surreal 'Ei, Meu Irmão, Cadê Você?', é nos personagens engajados que ele parece ficar mais à vontade.
Depois de ficar famoso na série 'E.R.' há 14 anos, Clooney traçou uma lenta e progressiva carreira. Hoje, ele tem o respeito tanto da indústria como dos espectadores, graças a papéis que o ajudaram 'a criar uma identidade (...) de consciência irriquieta' e "singularmente contemporânea', como disse o jornal 'The New York Times' recentemente.
Além disso, o ator soube trilhar uma interessante trajetória como produtor, em filmes como o já mencionado 'Syriana', e como diretor, em 'Confissões de Uma Mente Perigosa' e 'Boa Noite, Boa Sorte'.