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Baladas e sucessos marcam o show de Akon no Rio

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Hugo Cals, Agência JB

RIO - Fãs do rapper senegalês Akon, que se apresentou pela primeira vez no Rio, já começavam a chegar ao Vivo Rio por volta das nove horas da noite desta última sexta-feira, 12. Apesar de já ter emplacado diversas músicas em paradas de sucesso brasileiras o preço caro dos ingressos afugentou parte do público. Mesmo na hora, bilheterias -sem filas- ainda ofereciam ingressos para todos os setores. Agindo discretamente, mas sempre presentes, cambistas desesperados tentavam vender ingressos a R$ 100, o mesmo preço da meia-entrada para a pista livre.

O grande apelo que Akon tem sobre o público jovem se refletiu na pista: a grande maioria da platéia presente não passava dos 18 anos. Por volta das 22h, a banda de abertura, DuGhettu, entrou para aquecer a platéia mas apresentou um show marcados por covers e falhas técnicas. A banda, que já havia aberto para a cantora norte-americana Lauryn Hill no mesmo local em junho passado, evoluiu de lá pra cá mas a falta de repertório próprio somado a um som mal-equalizado resultou numa reposta fraca do público. O cover para um dos maiores sucessos do rapper Snoop Dogg, a música "What´s my name? (Who am I)?" rebatizada de "Dughettu" foi sofrível. Em seguida a banda tocou músicas de artistas brasileiros como Marcelo D2 ,o Rappa e os Racionais Mc´s.

Depois da apresentação de cerca de menos de uma hora, o grupo deixou o palco que agora já esperava a atração principal. Sucessos radiofônicos do hip hop norte-americano agitavam o público que já aguardava ansioso a apresentação do rapper, que é filho do músico de jazz,Mor Thiam. Um excêntrico DJ, com um vistoso cabelo moicano, subiu ao palco às 23h15 dando início a atração principal da noite. 15 minutos depois, Akon subiu ao palco com uma chamativa jaqueta amarela onde lia-se "Konvicted" (nome do disco que está promovendo no Brasil e trocadilho com a palavra condenado, "convicted" em inglês). Garotas histéricas começaram a gritar por todos os lados. Logo nas primeiras músicas, Akon recebeu grande resposta do público quando tocou músicas como "We takin´ over" (um dos seus sucessos mais recentes gravada originalmente em parceria com grandes nomes do hip hop norte-americano) e "Ghetto", uma balada com tom sério.

A boa sintonia de Akon com a platéia permitiu ao cantor ficar à vontade para cantar uma sequências de sucessos. Revisitou o seu primeiro disco, Trouble, com as músicas "Bananza (Belly Dancer)", "Locked up" (dueto com o rapper Styles P, a faixa fez do perfeitamente desconhecido Akon um nome onipresente nas paradas de sucesso) e "Lonely", um verdadeiro tema para dor-de-cotovelo, e um grande sucesso no Brasil. Em seguida Akon tirou a camisa e chegou bem perto do público, levando as meninas presentes ao delírio, que tentavam agarrar o cantor. Mães que acompanhavam as filhas olhavam de nariz torto.

Gancho para "Sorry, blame it on me", música em que comenta o controverso episódio em que ele dançou eroticamente com uma fã de 15 anos durante uma apresentação sua em Trinidad Tobago. Pelo menos desta vez, Akon se comportou. A apresentação seguiu marcada por hits gravados ao lado de nomes como Snopp Dogg ( com "I wanna love you") e Eminem ( em "Smack That"). A balada romântica "Don´t Matter", cantada inteiramente por Akon, foi acompanhada de coro do início ao fim. A parceria do cantor com a líder do No Doubt, Gwen Stefani, na música "Sweet Scape" foi uma das últimas do setlist do rapper.

Apesar da apresentação curta, com um pouco mais de uma hora, Akon agradou o público que começava a deixar o Vivo Rio por volta de uma hora da manhã. A estudante do segundo ano do ensino médio, Bianca Moura era só sorrisos:

- É a primeira vez que eu venho em um show grande. Começei bem. Gostei muito.

Um artista em ascensão, Akon, que tem apenas dois discos lançados, mostrou o melhor de seu repertório. Daqui o cantor segue pelo Brasil onde ainda vai se apresentar em Florianopólis (dia 13), em Porto Alegre (dia 14) e São Paulo (dia 15).