Leilão de jóias italianas causa polêmica

Agência ANSA

LONDRES - Um leilão em Londres de jóias pertencentes à filha do último rei da Itália, a princesa Maria Gabriella de Savóia, gerou polêmica com relação ao futuro desse tesouro histórico.

A princesa Maria Gabriella, de 67 anos, filha do rei Umberto II e da rainha Maria José, planeja vender na próxima semana pela casa de leilões Christie's a sua coleção de 41 jóias "estupendas e raras", para poder pagar os impostos italianos.

A principal jóia do lote é uma tiara de diamantes que a princesa herdou da sua mãe, e que foi criada por Fabergé em 1895.

Essa tiara, chamada Imperatriz Josephine, tem um preço inicial estimado entre US$ 800 mil a US$ 1,7 milhão, mas os especialistas acreditam que o seu valor pode chegar a três ou quatro vezes mais.

Essa jóia é feita de pérolas e diamantes, um presente do czar Alexandre I à Imperatriz Josephine, após esta se divorciar de Napoleão Bonaparte.

O leilão criou muita polêmica na Itália, que teme pelo futuro da coleção de jóias, que se encontrava na caixa-forte do Banco da Itália desde 1946.

A decisão de manter os Tesouros de Savóia trancafiado e longe dos olhos do público foi resultado de contínuas contendas sobre quem seria o proprietário da coleção.

O lote que será leiloado inclui um colar duplo com 1.859 diamantes, um colar com 684 pérolas presenteado pelo rei Umberto I à sua esposa, a rainha Margarida, e um diamante rosa que pertenceu a um aliado siciliano de Napoleão.

Quando Elizabeth II da Inglaterra visitou a Itália em 2000, o governo italiano afirmou que as jóias dos Savóia eram propriedade da nação e deveriam ser expostas ao público.

Mario Draghi, diretor do Banco de Itália, declarou que não vê razão "para que as jóias não possam ver a luz do dia", e sugeriu que deveriam ser exibidas em Roma ou Turim.