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China diz que relíquias religiosas tibetanas pertencem ao Estado

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REUTERS

PEQUIM - Todos os artefatos religiosos presentes em locais de adoração no Tibet pertencem ao Estado chinês, disse na terça-feira a agência oficial de notícias Xinhua, na mais recente tentativa de Pequim de exercer controle sobre a religião na região do Himalaia.

Pequim demonstra receio especial com grupos religiosos, como os budistas, e já encarcerou monges e monjas tibetanos a quem acusou de incentivar o 'separatismo'.

O patrimônio cultural do Tibet foi gravemente prejudicado durante o caos da Revolução Cultural, entre 1966 e 1979, quando fanáticos guardas vermelhos maoístas depredaram símbolos religiosos e destruíram monastérios. Alguns destes foram reconstruídos desde então.

A Xinhua disse que o decreto relativo aos artefatos faz parte de uma revisão de normas sobre a proteção do patrimônio cultural do Tibet.

- As relíquias recolhidas ou cuidadas em locais de atividade religiosa na região autônoma...pertencem ao Estado-, dizem as normas revistas, segundo a agência de notícias.

As novas normas são necessárias devido à - situação especial da preservação da existência das relíquias tibetanas-, afirmou o artigo.

A China também disse na terça-feira que vai proibir que indivíduos levem para fora do país relíquias culturais de até 1911, entre esforços para proteger o patrimônio cultural do país.

As normas anteriores estipulavam que relíquias culturais de até 1795 não podiam ser tiradas do país.

- O final da dinastia Qing (1644-1911), a última sociedade feudal chinesa, constitui um marco conveniente para os arqueólogos chineses-, disse à Xinhua o vice-diretor do Departamento de Museus da Administração Estatal do Patrimônio Cultural, Li Peisong.

A China comanda o Tibet com mão de ferro desde que a região foi ocupada por tropas do Exército de Libertação Popular, em 1950, e prometeu promover sua prosperidade econômica.

Os tibetanos que ousam protestar ou pedir liberdade maior frequentemente são encarcerados e, em alguns casos, torturados, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.