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Esposa de Sting acusa Texaco de genocídio na Amazônia

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Agência ANSA

QUITO - A atriz inglesa Trudie Styler, esposa do cantor Sting, afirmou hoje que na Amazônia do Equador "existe evidência de genocídio", pela exploração dos campos de petróleo da empresa norte-americana Texaco, que enfrenta um processo por provocar uma suposta contaminação na região.

Styler, que fundou junto com Sting a Fundação Rainforest para proteção da selva tropical e povos indígenas, chegou ao Equador no último sábado e visitou as populações afetadas pelos supostos danos provocados pela Texaco.

- As águas estão envenenadas. A terra está contaminada. A Texaco deve assumir sua responsabilidade pelos danos causados, é um dever legal e moral. Isto vai além de um processo civil, temos evidência que se trata de um genocídio - disse Styler em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira.

A atriz também afirmou que nos 20 anos em que está trabalhando na fundação viu "coisas terríveis, mas nada como o nível de sofrimento do povo na Amazônia equatoriana".

- É uma violação brutal dos direitos humanos - disse.

A artista considerou que é um genocídio porque "envenenar o povo de modo sistemático é um ato premeditado, um homicídio".

- Estou aqui em solidariedade com o povo do Equador, com os indígenas da Amazônia e quando retornar ao meu país não vou ficar em silêncio. Como esposa de um cantor famoso, tenho possibilidades de contatar pessoas importantes para ver formas de ajudar - declarou Styler.

Os índios e camponeses locais processaram a Chevron Texaco pelos supostos danos ambientais nas províncias de Sucumbíos e Orellana.

Segundo a demanda apresentada pelos indígenas e camponeses na Corte Superior de Justiça de Nueva Loja, capital de Sucumbíos, se calcula que entre 1972 e 1992, a Chevron Texaco contaminou pântanos e leitos de rios.