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Ativistas querem que Rolling Stones cancelem show em Tel Aviv

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Agência EFE

JERUSALÉM - A Campanha Palestina para o Boicote Acadêmico e Cultural de Israel está recolhendo assinaturas para pedir aos Rolling Stones que cancelem o show que devem fazer nas próximas semanas em Tel Aviv.

- Atuar em Israel hoje em dia é moralmente equiparável a fazê-lo na África do Sul durante o apartheid - afirma a carta, que ainda não foi enviada aos Stones.

Em poucas horas, a carta foi assinada por diversos acadêmicos, artistas e intelectuais israelenses e de países ocidentais, disse o fundador da iniciativa, Omar Barghouti.

A carta lembra que Mike Jagger, Keith Richards e companhia se negaram, nos anos 80, a atuar na África do Sul enquanto fosse mantido o regime de segregação racial. Os Rolling Stones chegaram a compor uma música, chamada 'Sun City', para denunciar o apartheid.

'A política israelense por meio de sua ocupação militar ilegal de território palestino (...), ultrapassou' a de 'seus homólgos sul-africanos', diz o texto.

De acordo com a carta, Israel 'continua com seus propósitos coloniais e de apartheid para despojar, oprimir e, em última instância, aplicar uma limpeza étnica contra os palestinos em seu lar'.Diante deste quadro, pede que os Stones não atuem em Israel enquanto o país não 'puser fim' à ocupação e continue sem 'respeitar os direitos humanos e os preceitos básicos do direito internacional quanto à liberdade, à autodeterminação e à igualdade para os palestinos'.

Os promotores da iniciativa não têm a intenção de repeti-la no caso do show de Britney Spears, a outra grande atração musical prevista para o verão em Tel Aviv. A explicação é que a estrela pop americana não demonstrou no decorrer de sua carreira as mesmas "preocupações morais' que os Rolling Stones, disse Barghouti.