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"Vermelho como o céu" faz drama sem cair no sentimentalismo

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Marco Antonio Barbosa, Agência JB

RIO - Dado o pendor dos italianos ao melodrama e a matéria-prima do roteiro (garoto cego tenta se adaptar à deficiência), chega a surpreender a leveza e a contenção de "Vermelho como o céu", filme de Cristiano Bortone baseado na história real de Mirco Mennaci cego desde a infância e hoje um renomado editor de som de cinema. O tema é triste, mas o filme não doura a pílula.

Na luta para exercer sua imaginação, Mirco descobre o poder evocativo do som e substitui a visão pela audição, ajudando a libertar seus colegas de internato no processo. Aqui, a superação pessoal rima com transgressão e escapa dos clichês das histórias edificantes. Bortone acerta ao centrar a câmera nas crianças (muitas das quais cegas de verdade), que interpretam muito bem.

Há sensibilidade sem sentimentalismo no tratamento dos personagens e no modo de lidar com as limitações, algo também refletido na composição visual do filme.