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Unilever proíbe modelos supermagras em seus anúncios

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REUTERS

AMSTERDÃ - O grupo anglo-holandês Unilever decidiu proibir a participação de atores e modelos supermagros de seus anúncios. Com isso, une-se ao esforço global de combater distúrbios alimentares como a anorexia.

Estilistas, agências de modelos e a mídia vêm sendo largamente criticados por promover um visual muito magro que, segundo críticos, contribui para o surgimento de problemas alimentares entre jovens.

- A Unilever adotou uma nova diretriz global pela qual, em todas suas comunicações de marketing futuras, não poderão ser empregados modelos ou atores que sejam excessivamente magros ou que promovam uma magreza 'pouco saudável'-, disse na terça-feira Ralph Kugler, presidente da divisão de produtos para o lar e cuidados pessoais da Unilever.

O grupo afirmou que não vai impor critérios rígidos para a escolha de modelos e atores, mas que todos os diretores de marcas e as agências deverão guiar-se pelo critério de um índice de massa corporal (IMC) de entre 18,5 e 25 na seleção de candidatos.

O IMC é uma medida expressa como a proporção entre peso e altura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que quem tem IMC inferior a 18,5 está abaixo do peso. Um IMC de menos de 17,5 é um dos critérios usados no diagnóstico da anorexia nervosa, e um IMC próximo a 15 geralmente é visto como indicativo de desnutrição aguda.

A Unilever figura atrás da Nestlé e da Kraft no ranking das maiores empresas mundiais de alimentos. No ano passado, segundo a imprensa holandesa, a companhia gastou mais de 5 bilhões de euros (6,77 bilhões de dólares) com publicidade e promoção.