Agência EFE
BOGOTÁ - O jornalista colombiano Gonzalo Guillén apresentou nesta sexta-feira o livro 'Os Confidentes de Pablo Escobar', no qual relata o plano do multimilionário chefão do tráfico de drogas para tomar o controle do país nos anos 80.
O livro analisa principalmente o assassinato do candidato presidencial Luis Carlos Galán, em 1989, por ordem de Escobar, chefe do antigo cartel de Medellín. O político liberal figurava como favorito para ganhar as eleições do ano seguinte.
- A morte de Galán foi o começo de um plano de tomada de controle do país que ainda continua - disse à agência Efe o jornalista Guillén, que é correspondente na Colômbia do jornal americano 'El Nuevo Herald'.
O livro inclui dados que os juízes não investigaram a fundo, segundo o autor. Ele citou o testemunho da ex-estrela da televisão colombiana Virginia Vallejo. No ano passado, ela reconheceu ter sido amante de Escobar, morto pela Polícia em Medellín, em 1993.
Guillén explicou que 'o objetivo é que toda a documentação chegue ao público, porque são fatos históricos que não podem ficar guardados'.
'Os Confidentes de Pablo Escobar' aprofunda a acusação ao ex-senador Alberto Santofimio Botero, que manteve ligações com Escobar e foi rival de Galán no Senado. Ele está detido desde 2005.
Santofimio, ex-ministro da Justiça e ex-presidente da Câmara, aparece no livro como mentor do assassinato de Galán. 'O objetivo era criar um mapa político favorável aos interesses da máfia', acusou o jornalista.
O livro também cita testemunhos de 'Popeye', um dos auxiliares próximos de Escobar, e do ex-parlamentar Carlos Oviedo Alfaro, detido por assassinato.
O jornalista dedica um capítulo a descrever a penetração da máfia em setores da economia, da política e do Governo.