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Rainha britânica expõe sua coleção de arte de mestres italianos

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REUTERS

LONDRES - O Palácio de Buckingham vai começar a expor a partir da sexta-feira, pela primeira vez em 40 anos, a coleção da rainha Elizabeth de arte italiana dos séculos 16 e 17. A exposição reúne 90 pinturas e 85 desenhos de artistas como Caravaggio, Raphael e Michelangelo vindas de palácios e residências reais espalhados pela Grã-Bretanha.

Ela celebra o legado artístico dos reis da casa Stuart, Charles I e seu filho, Charles II, cujo gosto influenciou profundamente o caráter da coleção, disse a Coleção Real em seu site. Em 1623 o então Príncipe de Gales e futuro rei Charles 1o embarcou para a Espanha para cortejar a irmã do rei Felipe 4o, a Infanta Maria. Ele retornou sem noiva e sem aliança anglo-espanhola, mas tinha visto uma das mais belas coleções de pinturas italianas e decidiu criar algo semelhante na Grã-Bretanha.

Descrita pelo pintor Peter Paul Rubens como "o maior amante de pinturas entre os príncipes do mundo", Charles I ergueu uma coleção de obras de mestres italianos capaz de rivalizar com as de qualquer corte européia da época. Sua coleção foi vendida depois de Charles 1o ser decapitado, mas, após a restauração da monarquia, Charles II recuperou ou recomprou grande número de quadros.

As pesquisas feitas para a exposição resultaram na correção da autoria de várias das telas. Duas telas que se pensava que fossem versões de obras perdidas de Caravaggio, 'Menino Descascando Frutas' e 'A Nomeação de São Pedro e Santo André', hoje são reconhecidas por especialistas como as obras originais do mestre. A coleção poderá ser vista no Palácio de Buckingham de sexta-feira até 20 de janeiro de 2008, ou, online, no endereço https://www.royalcollection.org.uk .