Agência EFE
WASHINGTON - A revista 'Time' introduzirá esta semana a maior remodelação em 15 anos, com quatro novas seções, um logotipo menor junto ao nome e letras 'retrô', estilo anos 70. Em geral, o design será mais simples e 'limpo', com títulos no início de cada página e os nomes dos colunistas em um tipo de letra que o jornal 'The New York Times' qualifica hoje como típico da Segunda Guerra Mundial.
A publicação 'Mediaweek' assinala em seu site que os empregados que viram os protótipos comparam a nova revista à 'The Economist'. O jornal 'New York Post' lembra que a reestruturação foi guiada pelo diretor da 'Time', Rick Stengel, pelo desenhista Luke Heyman e pelo diretor artístico da revista, Arthur Hochstein. As novas seções terão os nomes de 'Briefing', 'The Well', 'Ideas'e 'Arts'.
Em 'Briefing', os editores planejam oferecer textos curtos sobre assuntos nacionais e internacionais, assim como links para outros sites, diz o 'Post'. 'The Well' trará reportagens que Stengel qualificou em declaração ao 'Post' como histórias 'grandes e substanciosas' sobre assuntos internacionais, nacionais e empresariais, que serão o principal tema da revista.
"Ideas' deve incorporar artigos de conhecidos escritores considerados 'especialistas' em um tema concreto, e a seção 'Arts'
cobrirá desde livros até filmes.
- Queremos que toda a revista seja mais clara e mais limpa para o leitor. Queremos que o leitor consiga se encontrar na revista o tempo todo - disse Stengel ao jornal.
A nova imagem da 'Time', que vai ser lançada na sexta-feira, chega em momentos difíceis para o setor de revistas, que enfrenta quedas de circulação e receitas publicitárias menores. Desde a nomeação de Stengel, no início do ano passado, a 'Time'teve sua circulação reduzida de 4 milhões para 3,25 milhões de exemplares, eliminando as cópias que eram enviadas a lugares como clínicas médicas. A publicação também abaixou o preço da propaganda.
Além disso, a revista, que já existe há 84 anos, mudou sua data de publicação de sexta-feira para segunda-feira, reduziu seu pessoal em 50 empregados, fechou seus escritórios em Chicago, Atlanta e Los Angeles e investiu mais em seu site.
A revista também conseguiu diminuir custos ao contratar mais colunistas, mais baratos que os empregados de tempo integral. A remodelação permitirá à revista destacar esses novos nomes e mudar seu enfoque editorial de uma única voz a múltiplas vozes, similar ao que faz sua rival, a 'Newsweek'.