'Slow Horses': a melhor série do AppleTV
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Acabou de encerrar no Appletv a sexta temporada da série policial inglesa ‘Slow Horses’. Foi a com final mais tenso e chocante de todas. Embora, desde a primeira temporada, quem acompanha a série tenha sido alertado, logo de cara, para não se apegar muito aos personagens, ainda assim, o que vimos foi surpreendente. Eu mesmo, meio que caí da cadeira.
Adaptada de livros de espionagem de Mark Herron (ainda sendo publicados), cada temporada tem apenas seis episódios de cerca de 40 minutos (apenas os episódios finais de temporada são mais longos), o que faz com que não haja encheção de linguiça em momento algum. O que nos deixa sempre com gostinho de quero (muito) mais.
Felizmente, mais duas temporadas estão garantidas. Já em produção.
O que faz esta ser a série menos falada e a melhor de todo o catálogo da Appletv (que tem outras superbadaladas, como ‘Severance’ e ‘Pluribus’, que não lhe fazem sombra)? Os bons roteiros (o próprio criador acompanha o desenvolvimento de cada temporada de perto), a boa escolha de elenco (cada personagem é único, a maioria não é muito agradável, mas cativante) e, sobretudo, o chefe da equipe dos pangarés, a chamada Slough House, setor da MI5 inglês para onde vão os que falharam. Eles são comandados pelo fedorento Jackson Lamb (talvez a melhor atuação de Gary Oldman em toda a sua brilhante carreira) que, por trás de sua aparência, há um homem muito inteligente e que conhece toda a engrenagem por dentro. Além de ter um grosso senso de humor.
Juntando tudo, os casos, as intrigas, os agentes, os desfechos, o humor negro (e o tema de abertura, cantado por Mick Jagger!), o resultado é uma série em que cada episódio é extremamente satisfatório, e que só vem melhorando, a cada temporada. Tanto que, só agora, Oldman foi indicado a prêmios, e a série tenha sido lembrada na categoria de roteiro, nos Emmys. Não vai demorar muito, e logo estará também brilhando na lista de melhor série. Parece que está sendo descoberta aos poucos (inclusive nos EUA). E quem descobre e assiste é logo seduzido por aquele grupo de desajustados. Mas que, sem ninguém saber, ajudam a salvar o UK. E o mundo.
STREAMINGS+
*O documentário “Tudo pode ser visto” (“You can see everything”), dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, estreia dia 26 de novembro nos cinemas brasileiros. O longa acompanha Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, empresa de tecnologia da saúde que prometia realizar centenas de exames a partir de uma única gota de sangue e se tornou protagonista de um dos maiores escândalos do Vale do Silício. A história foi contada na minissérie ‘The Dropout’, com Amanda Seyfried no papel de Holmes, disponível no Disney+.
*No dia 10 de dezembro de 1987, no centro de Londrina, no Paraná, sete homens armados invadiram a principal agência do Banestado, renderam os vigias e anunciaram o assalto. O que parecia ser mais uma ação criminosa se transformaria em um acontecimento acompanhado por milhares de pessoas, com um desfecho surpreendente. Essa trama inspira ‘Assalto à brasileira’, protagonizado por Murilo Benício, que entrou esta semana nos cinemas.
*"Minha melhor amiga", dirigido por Susana Garcia e estrelado por Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, ultrapassou 5,84 milhões de espectadores, superando a marca de “Ainda estou aqui”, lançado em 2024, e se tornando o 8º no ranking de maiores públicos de filmes brasileiros desde 2000. O filme é o maior lançamento de comédia brasileira pós-pandemia, e se consolidou como segunda maior bilheteria nacional após o período de isolamento.
*Falando em comédia nacional, já em cartaz o terceiro filme da série ‘Os Farofeiros’. Desta vez, os amigos de escritório vão passar as férias numa pequena ilha do Caribe. Com direção de Roberto Santucci e roteiro de Paulo Cursino, dupla responsável pelos dois primeiros longas, traz de volta o mesmo elenco principal dos anteriores, que inclui Mauricio Manfrini, Danielle Winits, Totoni Fragoso, Charles Paraventi e Cacau Protásio. E mais Leo Jaime (como ele mesmo) e Jeniffer Castro, aquela moça do avião, numa piada autorreferente.