Melhores do ano no streaming: as séries que valeram a pena

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Chegou a hora de fazer aquela listinha com algumas séries que foram destaques nas plataformas de streaming. Vou destacar apenas as que foram novidade, não as recorrentes (com apenas uma exceção). A maioria delas vai voltar em 2022.

 

‘THE WHITE LOTUS’ (HBO) - a minissérie limitada (oito episódios), criada por Mike White para tapar um buraco na programação da HBO por conta da pandemia, deu tão certo, que vai ganhar uma sequência. Nesta, logo no início, ficamos sabendo que alguém morreu. E a cada capítulo vamos descobrindo como e por que isso aconteceu. E quem é o defunto. Enquanto isso, comentários pertinentes sobre o mundo atual são despejados com fina ironia. Como se passa num resort de luxo, no Havaí, reunindo um pequeno grupo de hóspedes, pode rolar em qualquer outro similar, com novos personagens. Já foi confirmado que a coroa carente Tanya (Jenniffer Coolidge) vai voltar, sendo o único elo de ligação que haverá com o original.

 

Macaque in the trees
'Yellowjackets': ótima série do Showtime, escondida no Paramount+, com Juliette Lewis e Christina Ricci (Foto: Foto: divulgação)


‘HACKS’ (HBO MAX) - a melhor surpresa do ano foi esta ‘dramédia’ de meia hora, mostrando a relação entre uma comediante veterana de Las Vegas, Deborah Vance (Jean Smart, espetacular, tanto que ganhou vários prêmios pelo papel), e uma jovem roteirista, Ava (Hannah Einbinder apaixonante), que foi ‘cancelada’ nas redes sociais. Ava é contratada para atualizar as piadas ‘politicamente incorretas’ de Vance. É tudo tão bem escrito e atuado, que a gente até acha que elas existem de fato. Garantiu segunda temporada (procure a entrevista on-line com o elenco, que foi publicada nesta coluna há alguns meses).

 

‘ONLY MURDERS IN THE BUILDING’ (STAR+) - uma produção que tem Steve Martin e Martin Short no elenco não pode dar errado. E não deu. A comédia de crime, que mostra dois camaradas (um ator de TV e um produtor da Broadway) que moram num prédio de luxo em Nova York - e que se conhecem por causa de um crime que acontece lá -, é divertida e intrigante. Com a ajuda de mais uma moradora (Selena Gomez), criam um podcast para investigar o crime. E acabam chegando onde não deveriam. Em cada capítulo uma nova surpresa. Já garantiu continuação, claro.

 

‘HAWKEYE’ (DISNEY+) - as séries Marvel/Disney (‘WandaVision’, ‘Soldado Invernal’, ‘Loki’) geralmente começam bem, e depois desandam geral. Não foi o caso de ‘Gavião Arqueiro’. Mostra o ex-Vingador Clint Barton (Jeremy Renner) tentando voltar para casa a tempo do Natal (precisa resolver algo lá, que não vamos contar) e no caminho acaba conhecendo uma jovem arqueira, Kate Bishop (Hailee Steinfeld), que é aspirante a sidekick de herói. A química entre os dois atores/personagens é ótima. E em apenas seis episódios tudo se resolve satisfatoriamente.

 

‘YELLOWJACKETS’ (PARAMOUNT+) - aqui está uma série muito boa que, se fosse da Netflix ou HBO, todos estariam comentando e indicando. Mostra um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo (jogadoras de um time de futebol feminino), que, 20 anos após o corrido, são assombradas pelo passado. E por alguém que sabe o que elas fizeram, enquanto ficaram quase dois anos perdidas numa floresta, no Canadá. Não foi exatamente o que elas contaram para a imprensa. Encabeçada por duas atrizes cult e tarimbadas, Juliette Lewis e Christina Ricci, a série mistura drama de amadurecimento com clima de filme de terror, na dose certa. Ainda não encerrada nos EUA (são 10 capítulos), já garantiu a segunda temporada.

 

‘CHUCKY’ (STAR+) - assunto de nossa coluna anterior (leia, os detalhes estão todos lá), a série que se passa nos dias atuais, com o famigerado boneco Chucky (da série de cinema ‘Brinquedo Assassino’), aproveita para contar, em flashbacks, a história pregressa do assassino que encarnou no brinquedo de modo engenhoso. E com muitas cenas chocantes. Em paralelo, desenvolve um drama adolescente contemporâneo, com um fofo romance gay.

 

‘HIGHTOWN’ (STARZPLAY) - esta série não é nova. Mas sua segunda temporada foi ainda melhor do que a primeira, elevando o nível do drama policial ao patamar de produções cinematográficas (algumas sequências são dignas de Brian DePalma). Dessa vez, o foco não fica apenas em cima da complicada policial (e ex-viciada) Jackie Quiñones (Monica Raymund), mas abre o leque para coadjuvantes. Como Renée Segna (a sexy Riley Voekel), mulher de um mega traficante que está despejando uma nova droga letal entre os adolescentes de Cape Town. O bacana da série é que ninguém nela é realmente bom ou mau. São seres humanos complicados, vivendo num mundo ainda mais complicado. Entretenimento sério, para adultos, sem lacrações e bobagens que estragam tantas séries promissoras por aí. Ainda não recebeu o sinal verde para a terceira. Mas terá, sem dúvida.

 

‘DEXTER: SANGUE NOVO’ (PARAMOUNT+) - esta também não é uma série nova. Mas, tampouco é um reboot ou remake. É uma continuação temporã. Quase uma década depois do fim da série original ‘Dexter’, que teve oito temporadas e acabou de um jeito que deixou os fãs bastante irritados (um final realmente ruim, de competir com os de ‘Game of Thrones’ e ‘Lost’), os criadores voltam com esta, para consertar os erros do passado. E conseguiram, com louvor. Reencontramos Dexter Morgan (Michael C. Hall), agora vivendo numa cidadezinha do norte de Nova York como o pacato e gente fina ‘Jim’. Até que ecos de seu passado batem à sua porta. O tal ‘sangue novo’ do título acontece, sob várias formas. O desfecho desta que foi planejada para ser uma série limitada de 10 episódios ainda não foi ao ar. Depois será o fim de fato. Tomara que seja bacana.



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