Dois filmes, com pontos de vista diferentes, tratam do caso Richtofen

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Estrearam no último fim de semana, no serviço de streaming Prime Video, da Amazon, ‘A Menina Que Matou Os Pais’ e ‘O Menino Que Matou Meus Pais’, dois filmes complementares que contam - sob dois pontos de vista diferentes -, os motivos que levaram até o dia em que os pais de Suzane von Richtofen foram brutalmente assassinados, em 31 de outubro de 2002.

O primeiro filme é contado sob o ponto de vista de Daniel Cravinhos, namorado de Suzane, que, junto com seu irmão, Cristian, e a pedidos desta (supostamente), mataram Manfred e Marísia, os pais de Suzane, a pauladas, na casa da família. Já o segundo é contado do ponto de vista de Suzane (ambos se passam durante um interrogatório), que tenta se passar como vítima, manipulada pelo namorado, que planejou o assassinato para deixar o casal livre, já que os pais de Suzane eram contra. Todos os envolvidos estão presos.

 

Macaque in the trees
O caso do crime da família Richtofen saiu dos cinemas e está no prime video (Foto: divulgação)

 

Na verdade, pode-se assistir aos dois filmes em qualquer ordem, que não faz a menor diferença (embora eu tenha achado o do ponto de vista de Daniel mais fluido). Juntos, duram cerca de três horas. Dá para ver num fim de semana. Ou com uma pausa entre eles.

Curiosidades sobre o(s) filme(s): foram produzidos 100% com investimento privado, sem verba pública (Lei Rouanet, fundo setorial ou outros meios). Suzane von Richthofen, Daniel e Cristian Cravinhos não estão envolvidos com o filme, que é uma adaptação cinematográfica de uma história real, reconstituída a partir das informações que constam nos autos do processo, em especial os depoimentos dos envolvidos. Nem Suzane, nem os irmãos Cravinhos ou qualquer outra pessoa retratada no filme receberá dinheiro da produção, de bilheteria ou de direitos autorais. Como é um caso público, a produção só se baseia nos autos do processo, sem conexão com os envolvidos. O filme foi desenvolvido a partir dos depoimentos dos envolvidos no crime. A produção deixa ao público a interpretação dos fatos e das versões.

O roteiro de Ilana Casoy (feito em conjunto com Raphael Montes), que acompanhou todo o processo na época do crime e estava presente na reconstituição e no julgamento, nos deixa atentos e interessados na trama. A direção de Mauricio Eça é correta, sem grandes arroubos. E a força do filme está toda na atuação de Carla Diaz, que faz Suzane. A atriz paulistana, que começou carreira como uma das garotinhas na novela infantil ‘Chiquititas’, é a força-motriz de tudo. Ela nos convence plenamente tanto quando faz uma Suzane ainda novinha (o filme começa três anos antes da fatídica noite), com seu ar de menina (embora a atriz já tenha 30 anos); e também quando, perto do dia do crime, quase mulher, mostra uma faceta quase demoníaca da personagem. Parece possuída.

Filmado em 33 dias, a produção acabou tendo seu lançamento nos cinemas (que seria em abril de 2020) abortada devido à pandemia. Eventualmente, Suzane volta aos noticiários, por alguma coisa que faz na prisão, ou na época das ‘saidinhas’ especiais. Como, macabramente, a data do dia dos pais.

 

STREAMINGS+

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'Solar Opposites', nova série animada dos criadores de 'Rick &Morty' (Foto: divulgação)


*Pesquisa da RankMyApp revelou que com a pandemia do novo coronavírus os apps tiveram um grande crescimento. No começo de 2020 houve um aumento de 75% no número de downloads na Google Play Store. Enquanto em 2019, o app da Netflix era o único de vídeo entre os cinco mais buscados na Play Store, já na App Store, no mesmo período, três dos cinco apps eram de streaming.

 

*No primeiro semestre de 2021 os apps de streaming marcaram uma forte presença nas lojas. Na Play Store, dos cinco apps mais buscados na categoria entretenimento, quatro são de vídeo (Netflix -1º, Disney+ -3º, Pluto TV 4º e Amazon Prime Video - 5º). Podemos perceber o mesmo cenário na App Store, com quatro apps de vídeo entre os cinco mais procurados (Globoplay -1º, Disney+ - 2º, Netflix -3º e Amazon Prime Video - 4º). Representando um crescimento de 300% em comparação com o ranking de 2019.


*Star+ lançou a primeira temporada completa de ‘Solar Opposites’, nova série animada dos criadores de ‘Rick & Morty’, centrada em quatro extraterrestres. O canal já comprou a segunda temporada; e a série já garantiu a terceira.


*Entrou no HBO Max, ‘Kung Fu’, baseada na série de TV dos anos 1970 (com David Carradine). Só que, agora, protagonizada por uma mulher, Olivia Liang. O piloto não empolga muito.


*Produzida pelo rapper Curtis “50 Cent” Jackson, a série ‘BMF’, do Starzplay, é inspirada na história real dos irmãos Demetrius e Terry Flenory, que criaram a “Black Mafia Family”, na Detroit do final dos anos 80. Novos episódios todos os domingos.


*O canal internacional francês TV5Monde lançou o app TV5 Monde Plus, que oferece filmes, séries e programas variados, tudo totalmente grátis. Mas tudo em francês, é claro.


*Netflix anunciou em evento recente novas temporadas de ‘Stranger Things’, ‘Emily in Paris’, ‘Sex Education’, ‘Bridgerton’, ‘A Máfia dos Tigres’, ‘Cobra Kai’ e ‘The Crown’, as temporadas finais de ‘La Casa de Papel’ e ‘Ozark, e a estreia de ‘Cowboy Bebop’.

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Redes sociais: @tomleao

 



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