Bolsas também despencam nos EUA
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Não é exclusividade do Brasil a queda do mercado de ações após o insucesso dos candidatos apoiados pelo mercado financeiro. No segundo dia após a acachapante derrota do presidente Trump e do partido republicano, nas eleições de meio de mandato nos EUA, os principais jornais de economia do mundo destacam o tombo das ações de alta tecnologia.
O britânico "Financial Times destaca em manchete:
"A Nasdaq despenca em negociações caóticas, enquanto a 'onda azul' democrata frustra as apostas em inteligência artificial". E acrescenta que "investidores temem que políticos recém-eleitos nos EUA tentem desacelerar o desenvolvimento de data centers, o que prejudicaria as ações de tecnologia".
E, diante das apostas mal sucedidas das "big techs", o "FT" aconselha "os líderes do setor tecnológico a repensar urgentemente sua estratégia política".
O "Wall Street Journal" é muito crítico, com a manchete:
"Mercado de ações hoje: Nasdaq despenca 5% com investidores quando do mercado de IA após as eleições; índice com forte presença de empresas de tecnologia entra em território de correção; Dow Jones cai mais de 1.500 pontos".
O "Journal" prevê tempos sombrios para o IA e as empresas de alta tecnologia. Nvidia tinha queda de mais de 8%. Apple, Amazon e Cisco estavam entre as grandes perdedoras.
Em matéria especial, o "WSJ" considera que "a revolta no dia no da eleição que ameaça o 'boom' da IA nos Estados Unidos; O voto dos americanos em candidatos e propostas contrárias aos data centers pode frear a expansão da IA e prejudicar o crescimento econômico".
O "jornal" explica que "diante de uma possível mudança de regime nos mercados após as eleições de meio de mandato, os investidores estão se posicionando para uma desaceleração na construção de data centers, o que impacta negativamente as ações de fabricantes de "chips" e fornecedores de "data centers".
A reavaliação fez com que o índice Nasdaq, com forte presença de empresas de tecnologia, caísse 5%, entrando em território de correção - geralmente definido como uma queda de 10% em relação a uma alta recente.
Outras ações também estão devolvendo os ganhos de ontem, obtidos após a eleição. O Dow Jones caiu cerca de 1.600 pontos. O S&P 500, com queda de 4%, caminha para seu pior dia desde o início de abril de 2025, quando os mercados entraram em pânico com as tarifas do Dia da Libertação de Trump, alerta o "WSJ".
A queda acentuada das ações está impulsionando uma busca por segurança nos títulos do Tesouro, com o rendimento do título de 10 anos caindo para o nível mais baixo desde 9 de setembro.
Dólar reage ante as principais moedas
O petróleo tipo Brent para entrega em janeiro, embora continue negociado abaixo de US$ 100, subia 3,90%, cotado a 98,37 dólares, e a moeda americana se valoriza frente ao euro, à libra, ao franco suíço e ao iene. O dólar australiano caía 0,90% frente à moeda dos EUA, que subia 0,79% contra o real, sendo negociado a R$ 5,5015, às 17 horas (horário de Brasília).
Pânico na Faria Lima
A Faria Lima, que sempre aposta no pior, na escalada da inflação e dos juros, está angustiada pelas conversas de Lula para manter a promessa de garantia dos programas sociais em ambiente de aperto nos gastos de forma gradual, visando a redução dos juros reais nos próximos três anos. A Faria Lima deseja um choque nos gastos, que seria "peanuts" ante o montante dos juros, que chegam a 9% do PIB.
E pavor no Paraguai
E o Paraguai, hein? Pois é, tinha muito político e economista elogiando a economia paraguaia pelo baixo nível dos impostos e dos juros, e aconselhando empresários brasileiros a se radicar no país vizinho, que cobra baixas tarifas de energia graças à Itaipu, bancada pelo Brasil durante quatro décadas.
Pois agora, quem acreditou no Banco Master de lá o Ueno Bank, não tem a quem apelar. O presidente do Banco Central renunciou porque dirigiu o Ueno até 2025, e até o presidente da nação, o direitista Santiago Peña, também renunciou depois que 40% dos depósitos dos correntistas do país ficaram congelados, gerando a maior crise de liquidez.
O país perigoso era o Brasil, uai...