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PCI sobe nos EUA; ruim para Trump e mercados

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A alta de 0,33% no núcleo da inflação nos Estados Unidos de setembro, medido pelo CPI (o índice de despesas ao consumidor, excluídos alimentos e energia), bem acima do esperado (0,2%), elevou a taxa em 12 meses de 3,4% para 3,7%, derrubou os mercados nos EUA, afetou as cotações das principais moedas e foi muito ruim para o presidente Trump, a três semanas da eleição de 3 de novembro.

A tradução do mercado financeiro americano foi de que o aumento para os juros do Fed, antes previsto para 9 de dezembro, pode ser antecipado para 28 de outubro. O efeito nos mercados foi imediato. Diante da perspectiva de alta dos juros, as principais moedas caíram ante o dólar (o euro desvalorizou mais de 0,60), que subiu 0,30% frente ao iene e 0,65% frente ao franco suíço. Diante do real, a alta era de 0,30% às 11:35 (horário de Brasília), cotado a R$ 5,0412.

Se o Fed elevar os juros nos EUA em mais 0,25%, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que se reúne dias 3 e 4 de novembro, terá mais uma semana para avaliar a decisão do Fed, e com a eleição americana definida. A última projeção da Focus apostou em suas reduções de 0,25% da Selic, que fecharia o ano em 13,25%.

BofA leva cartão vermelho nos EUA

Enquanto no Brasil os instrumentos de fiscalização, sobretudo da Comissão de Valores Mobiliários, são ainda bastante frouxos para coibir transações que visam evasão de impostos e de divisas, a decisão do Departamento do Tesouro de multar o Bank of America em US$ 1,95 bilhões derrubou as ações do segundo maior banco americano e acendeu o sinal de alerta nos mercados de criptoativos e transações pouco transparentes.

Ficou claro que a acefalia da CVM (nos últimos dois anos a entidade operou com a diretoria incompleta) facilitou operações triangulares entre fundos e o Banco Master, cujo maior exemplo foi a hipervalorização das ações da Ambipar, visando influir nos leilões que envolveram a privatização da Sabesp.

Serviços à família reagem em agosto

O resultado da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE em agosto, com queda de 0,1% no volume de vendas comporta duas leituras. Segundo o Bradesco, "os Serviços estão parados desde setembro de 2025". É um dado que mostra a estagnação (parcial, pois a PMS é inferior ao segmento de Serviços, que é o carro-chefe do PIB.

A desaceleração é forte desde o final de 2025 e está diretamente ligada às altas taxas de juros bancários. A variação interanual caiu de 3,7% no final de 2025 para 0,6% em agosto.

O Itaú observa que o "carrego estatístico para o terceiro trimestre ficou em -0,0%, mas avança em 1,3% (serviços prestados às famílias), que foi a única categoria a avançar na margem em agosto (+2,1%). Os destaques negativos no mês ficaram com 'Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio' (-0,2%) e 'Serviços profissionais, administrativos e complementares' (-0,2%).

Proteção digital às crianças

Cândida Diana Terra, presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB-RJ, coordena, dia 19, a partir das 9h, no Plenário Evandro Lins e Silva (Avenida Marechal Câmara, 150%), o 1º Fórum Carioca do ECA Digital, para debater a adequação proteção digital às crianças nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Entre os participantes, Guilherme Martins, do Ministério Público do Rio, Ana Ramos, do Colégio Cruzeiro, Anna Tereza Miranda Soares de Moura, presidente da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, e Raul Mouras, do Movimento Desconecta.

"O encontro debaterá a proteção da infância no ambiente digital. A entrada é aberta ao público. Vamos debater os impactos da nova legislação na proteção de crianças e adolescentes, nas escolas, nas famílias e nas plataformas digitais" - disse Cândida Terra.


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