Mercado celebra Flávio; real sobe 5% e Ibovespa, 8%
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O mercado financeiro comemorou com euforia a liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Num dia em que o dólar subia contra as principais moedas (0,50% frente ao euro e 0,22% contra o iene e 0,40% contra o franco suíço), o real valorizou mais de 5% frente à moeda americana, que era cotada às 11hs (horário de Brasília) a R$ 4,9744, com alta de 4,9743 da moeda brasileira.
A valorização do real foi replicada de modo diferente na B3. O Ibovespa, o indicador do mercado de ações brasileiro, depois de subir 7% na abertura dos trabalhos, chegou a ser cotado acima de 208 mil pontos às 11 horas da manhã, alta acima de 8%. Mas, o mercado caiu um pouco com a realização de lucros. A maior valorização era de Cosan ON, seguido da própria B3. As ações de bancos dispararam.
A alta do real influi no comportamento das empresas com perfil exportador. Em meio à pequena baixa do petróleo Brent para entrega em dezembro, negociado a US$ 101,49 (-0,85%), Petrobras PN subia pouco menos de 7%, mas as exportadoras Vale, Embraer, Suzano e Weg roçavam o terreno negativo.
Pré-eleição, Focus via Selic a 13,25%
O cenário desenhado pelo primeiro turno, mais favorável ao mais otimista dos analistas do mercado financeiro, torna bastante anacrônica a pesquisa Focus, encerrada pelo Banco Central na sexta-feira, 2 de outubro e divulgada hoje. A projeção da inflação seguia acima de 5% e o PIB em queda na faixa de 1,83$, o câmbio em R$ 5,20.
A novidade é que a mediana das expectativas dos últimos cinco dias úteis apontou nova redução da taxa Selic, hoje em 13,75%, para 13,25%. Na mediana, o mercado (139 respostas) espera apenas uma baixa para 13,50%, mas não há indicações de baixa na reunião do Copom em 4 de novembro. O que 37 viram na mediana dos últimos cinco dias úteis, já seria a vitória de Flávio Bolsonaro?
Os mandatos do presidente, Gabriel Galípolo, e do diretor de Política Monetária, Nilton Davi, começaram em 1º de janeiro de 2025 e têm término em 31 de dezembro de 2028 (repetindo o processo de independência do Banco Central, que manteve o mandato de Roberto Campos Neto e outros diretores nos dois primeiros anos do governo Lula.