Santander Brasil perde força no grupo
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Maior operação do banco de Ana Botin for a da Espanha, o Santander Brasil, que concentrava 33,771 milhões dos 79,633 milhões de clientes ativos do varejo do grupo, divulga nesta quarta-feira, 29 de julho, seus resultados no país. O balanço semestral, divulgado semana passada na Espanha, com lucro de 7.328 bilhões de euros, aumento de 14% sobre igual período de 2025, mostrou a operação brasileira com uma das mais fracas performances no varejo do grupo.
A operação da Espanha foi a mais lucrativa, com 2.534 bilhões de euros (+12,2%) de janeiro a junho. O resultado total do conglomerado no Brasil foi um lucro de 1.093 bilhão de euros, com avanço de 9,7% sobre os 996 milhões de euros dos primeiros seis meses de 2025. Ficou à frente dos 989 milhões de euros dos Estados Unidos, dos 897 milhões do México e dos 725 milhões do Reino Unido.
Mas, na decomposição das operações de varejo, que apresentaram lucro global de 4,124 bilhões de euros (+13% frente ao primeiro semestre de 2025), o desempenho do Brasil foi o pior entre as quatro unidades mais ativas, com perda de 10% considerando valores em euros constantes.
O que diz a matriz
"O lucro antes de impostos no primeiro semestre de 2026 foi de EUR 634 milhões, 6% menor que no primeiro semestre de 2025. Em euros constantes, caiu 10%, por linha: A renda total caiu 2%, impactada pela menor receita líquida de taxas, especialmente em seguros, a partir dos altos níveis do primeiro semestre de 2025, e uma queda nos ganhos em transações financeiras devido à menor atividade relacionada ao mercado de capitais em empresas".
"A receita líquida de juros permaneceu estável, já que volumes mais altos no segmento mais abastado compensaram um resultado menor no segmento de mercado de massa, em linha com nossa estratégia. Os custos totais aumentaram 1%, mas caíram 3% em termos reais, refletindo nossos esforços em simplificação, automação e digitalização. As provisões líquidas de perdas de empréstimos caíram 4%, refletindo nossa gestão prudente de riscos e a mudança na composição da carteira".
Focus vê melhora este ano e piora em 2027
A Pesquisa semanal Focus, encerrada semana passada junto a 151 instituições financeiras, consultorias e institutos de pesquisa, e divulgada hoje pelo Banco Central apontou ligeira melhora no cenário de 2026, com nova queda na expectativa da inflação, antes de o barril do Brent ter forte queda hoje para US$ 86,13 (-6,22%).
Há um mês, o mercado esperava IPCA de 5,33%, taxa que recuou de 5,15% na semana anterior para 5,12%, pela quarta rodada seguida. A mediana das respostas dos últimos cinco dias úteis caiu para 5,10%. Nas expectativas para o IPCA acumulado nos próximos 12 meses, a mediana passou de 4,18% para 4,15%.
E o mercado manteve a Selic em 14% em dezembro (prevendo a última baixa de 0,25% na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de 5 de agosto elevou a previsão do crescimento do PIB para 2,00%. No câmbio, a taxa para 2026 ficou estável em R$ 5,20 pela sexta semana consecutiva. Hoje o dólar estava em R$ 5,1080, alta de 0,48%, devido a ruídos políticos.
Entretanto cenário piorou para 2027. O câmbio subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. A previsão do IPCA variou de 4,20% para 4,21% e chegou a 4,24% na mediana dos últimos cinco dias úteis (então com o petróleo próximo de US$ 100 o barril). Na atividade, a mediana do PIB de 2027 passou de 1,65% para 1,60%, em forte recuo na semana. Entre as aberturas trimestrais, o PIB do primeiro trimestre de 2027 passou de 1,71% para 1,70%, ao passo que o segundo manteve-se em 1,60%.