Cesar Coelho e Sicupira vão exercer direitos de subscrição na Light

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Os acionistas privados Ronaldo Cesar Coelho, que detém cerca de 20% do capital ordinário da Light, principalmente através do Fundo de Investimento em Ações Samambaia, e Carlos Alberto da Veiga Sicupira, um dos sócios da 3G (que controla a InBev, Ambev, Lojas Americanas, Kraft Heinz e Burger King) e que se tornou dono de cerca de 10% das ações ON da companhia de distribuição de energia para 11 milhões de cariocas e fluminenses (31 municípios do RJ) vão exercer o direito de preferência na subscrição ficando cada qual com iguais percentuais (20% e 10%, respectivamente) na oferta pública de 137.242.528 ações ordinárias que a Cemig (que entrou há 15 anos no capital e era dona de 22,58% das ações ON da Light) fará ainda este mês.

Macaque in the trees
Carlos Alberto Sicupira (Foto: Foto: Arquivo)

Assim suas posições sobem para 22% e 11% no capital votante da Light.

Mais afinados do que nunca, Ronaldo Cesar Coelho, que foi um dos fundadores do Banco de Investimentos Multiplic (a corretora virou banco ao comprar a parte do Grupo Novo Rio, da família Lacerda) na parceria com o Lloyd’s Bank, nos anos 70, e disputava fatias do mercado de capitais com o Banco de Investimentos Garantia (a primeira corretora do Brasil a virar banco, um ano antes do Multiplic), onde Beto Sicupira era parceiro de Jorge Paulo Lemann e Marcel Hermann Telles (parceria mantida por quatro décadas), estão dispostos a dar um choque de gestão na Light.

Ronaldo Cesar Coelho entrou no capital da Light em 2019, ao comprar parte da fatia do BNDES (via BNDESPar) na distribuidora de eletricidade, e consolidou uma posição de quase 20% no começo do ano passado. Sicupira entrou de sócio da companhia no último trimestre de 2020. Famoso por imprimir choques de gestão (fez as Lojas Americanas, que era um “patinho feio”, virar cisne nos anos 80), Sicupira quer repetir a experiência na Light.

Para Ronaldo Cesar Coelho, a existência de muitos gatos de energia (não só nas comunidades carentes e áreas onde as milícias têm grande poder) não era motivo para a Light ter pior desempenho que a Equatorial Energia. Assim, o executivo Raimundo Nonato Alencar de Castro, que comandou a reorganização da Cepisa (distribuidora de energia do Piauí, uma das áreas de atuação da Equatorial, que atua ainda no Pará, Maranhão e Alagoas), assumiu o comando da Light em outubro último, para dar um choque de gestão.

Choque de gestão para pulverizar capital

A melhoria do desempenho da companhia é o trunfo que a dupla dos principais sócios brasileiros (e cariocas) conta para atrair mais investidores institucionais do Brasil e do exterior no duplo lançamento. O doméstico terá a coordenação do Itaú BBA, do BTG Pactual S.A., do Santander (Brasil), da XP Investimentos (Corretora) e do Citigroup Global Markets Brasil. A oferta no exterior terá o mesmo grupo de instituições, só que o comando do processo ficará a cargo do Citigroup.

Ronaldo Cesar Coelho é objetivo para explicar a limitação de sua participação (e de Sicupira) na subscrição, que tem o preço base de R$ 23,48 por ação: “Não quero passar disso, para caracterizar uma corporação privada carioca de controle pulverizado”. A saída da Cemig da gestão da Light após 15 anos não mudará as parcerias que Light e Cemig exercem e Sociedades de Propósito Específico, como em grandes usinas, como Belo Monte, e outras menores. “Vamos seguir independentes”, acrescenta Ronaldo Cesar Coelho

Inflação perde força no atacado

O Departamento Econômico do Bradesco interpretou como bom sinal o resultado do IGP-DI, de dezembro, que subiu 0,76%, segundo divulgou nesta 6ª feira a Fundação Getúlio Vargas. O Bradesco chama a atenção para o fato de que “inflação no atacado perdeu força no mês passado, influenciada pela deflação dos produtos agrícolas”.

O mercado esperava alta de 0,87% no IGP-DI, com desaceleração frente aos 2,64% de novembro. O alívio no último mês decorreu, em grande medida, da deflação dos produtos agropecuários, seguida da moderação do INCC.

No atacado, as quedas dos preços de soja, milho e bovinos impulsionaram a deflação do IPA Agrícola. Já os produtos industriais aceleraram, refletindo os preços de minério de ferro e combustíveis. No mês, o IPA subiu 0,68%, com grande redução frente aos 3,31% de novembro, acumulando 31.72% no ano.

O índice nacional da Construção Civil (INCC), por sua vez, desacelerou, para 0,70%, acompanhando o decréscimo da inflação dos materiais de construção. No ano, o INCC subiu 8,81%.

Mas ainda sobe para o consumidor

Já o índice de preços ao consumidor acelerou em dezembro. Houve alta de 1.07% (0,94% em novembro), influenciado pelos preços de energia (a Aneel provocou um choque de energia ao antecipar de 31 de dezembro para 30 de novembro o fim da bandeira verde e adotou a bandeira mais cara – a bandeira Vermelha 2 (R$ 6,24 por cada 100 KWH a mais).

Dessa forma, o IGP-DI acumulou alta de 23,08% em 2020. Em 2019 a alta foi de 7,70%.

IBGE divulga IPCA 3ª feira; mercado espera 4,42% em 2020

Na 3ª feira o IBGE divulga o resultado final da inflação oficial de 2020, medida pelo IPCA, bem como do Índice Nacional dos Preços ao Consumidor (que mede a cesta de consumo das famílias com renda até cinco salários mínimos – o IPCA mede até 40 SM). O mercado está esperando alta de 1,25%. Com isso, a inflação, que acumulou alta de 3,13% até novembro, fecharia o ano em 4,42%.
As pressões dos aumentos de alimentos, energia elétrica e combustíveis vão se refletir no índice recorde, que tem como pano de fundo a forte desvalorização do real, que impactou os preços dos alimentos, dos produtos transacionados com o exterior e de insumos importantes como os energéticos.



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Carlos Alberto Sicupira
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