Um grupo além da roupa

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Look tomara-que-caia com basque na cintura

De vez em quando recebemos convites para alguns eventos misteriosos. Uma coleção a ser vista a partir das 17h em um restaurante de Ipanema, com um nome desconhecido e um lançamento talvez ligado à beleza. Um horário ambíguo, poderia ser um coquetel, uma happy hour, um chá. Nada disto: foi um jantar italiano, liderado pelo chef Pedro, egresso do Nino, outra cozinha italiana. Onde estava a coleção? Onde seria o desfile? Sem desfile, nem araras cheias de roupas. E o lançamento da Bella Essenza, provável beleza?

Afinal, foi um jantar focado nas lojistas que vendem a marca Flor de Lis. A coleção, denominada Bella Essenza, estava em um vídeo no telão da sala. Nada a ver com skincare.

Podia ter sido uma perda de tempo se deslocar até Ipanema, sem ver roupas ou acessórios. Mas como sempre acontece na moda, havia novidades dignas de publicação.

Conversei com a bela Tatiana Knorst, diretora de criação e marketing há 10 anos da Flor de Lis. Que faz parte do grupo Deliz, baseado em Tijucas, cidade litorânea de Santa Catarina (onde se come o melhor camarão do país - experiência própria). O grupo tem 27 anos de fundação, por Elio Deliz. Além da base, há fábricas espalhadas por todo o estado e no Paraguai. Produzem a linha feminina Flor de Lis e a masculina, DLZ. Que estão nas vitrines em 12 mil pontos de venda pelo país.

 



A esta altura, eu já estava de queixo caído, por nunca ter ouvido falar deste grupo poderoso. O vestido da Tatiana era um primor de flores contornadas por bordados. Faz parte da coleção Bella Essenza, inspirada na costa Amalfitana, nas buganvílias e nos limoncellos. Os bordados combinam com a alfaiataria, o tom do limão aparece em vários modelos. As entregas começaram em julho, os lojistas enfeitam as vitrines com a Bella Essenza a partir de agosto. E em matéria de marketing o grupo Deliz deixa de ser discreto: Caio Castro já fez a campanha masculina, Bruna Marquezine estrelou uma feminina e a atual tem a bela Camila Queiroz nas fotos e nos vídeos.

Sempre vale atender aos convites, mesmo os misteriosos. Muitas vezes a criatividade deste país se esconde em pequenas cidades, trabalha com discrição e nos surpreende com novidades. Que não sejam palpáveis, como uma roupa, mas com uma história que vale por muitas coleções.