O campo vira passarela

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A seleção brasileira com a roupa de viagem

Além do frenesi de completar o álbum, de preparar os ambientes para torcer nas ruas, de garantir o carvão da churrasqueira ou confirmar se está tudo certo para ver os jogos no telão da piscina (esta é nova, esteve entre as sugestões do último Morar Mais), os torcedores querem saber das roupas dos times. Que a moda esteja incluída nestas propostas nem é novidade: Giorgio Armani foi assinatura frequente nos times e seleções italianas. Aqui no Brasil, até a colunista Danuza Leão criou uma camisa para seu time, o Vasco, em 1969.

A Nike busca nomes da moda para o jogo. Mas ainda tem camisa de campo, de torcida, infantil, pré-jogo, de viagem, muitas vezes criadas por outras marcas. Tudo, acompanhado pelos tênis da Nike, a ser disputados pelos torcedores.

 


Desta vez, o susto maior saiu da esfera da Copa: foi o jogador Dembele vestindo a camisa assinada pela Dior para o Paris Saint Germain. Tão bonita, que a pré-venda começou esgotada.

Recuperados deste modelo fora da Copa, digno de semanas de moda, os torcedores se divertem elegendo as camisas mais bonitas e mais esquisitas.

A seleção brasileira, mais uma vez, ganhou um guarda-roupa social assinado pelo Ricardo Almeida, maior nome da nossa moda masculina. O tom é um azul neutro, acinzentado; há ternos para as comissões técnicas, diretores e um conjunto mais leve para os jogadores se apresentarem. Claro que gerou polêmica, muitos comentários de que os conjuntos leves pareciam pijamas. Em lugar de gravatas, pode haver uma echarpe longa, com algum colorido. 

 

 

Uma das mais criticadas é a camisa de jogo americana, que parece feita para confundir no campo. Os holandeses jogam e usam agasalhos coloridos, com estampa. Os ingleses apelaram para a Palace, marca de luxo para a linha pré-jogo.

 



Mas para a moda, a grande surpresa foi a assinatura do Jacquemus, o nome do momento nas coleções parisienses. A proposta é bem simples: listras finas em fundo azul, no canto esquerdo a bandeira francesa, o galinho mascote da seleção deles e a assinatura do designer. O modelo para torcedor custa 109,99 euros e a dos jogadores, 159,99 euros.



As camisas da seleção brasileira vão de R$ 99 (infantil) a R$ 749,99 (autêntica, usada pelos jogadores em campo), passando por R$ 249,99 e R$ 449,99 para os torcedores. Estes são os preços das oficiais, claro que há as opções mais baratas, das ruas.



E para confirmar minha admiração pela Coréia do Sul, tenho que contar que, nos tais rankings das mídias sociais, a camisa do time reserva, florida em tom Space Purple (azul quase violeta) dos coreanos, mais conhecidos como os Diabos Vermelhos, é considerada das mais bonitas.

Pelo visto, a Nike, marca oficial dos uniformes, sabe fazer um marketing que deve transformar a Copa do Mundo em um desfile de moda.