Estilo olímpico made in China

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Mesmo quem não se empolga com as performances dos atletas para tudo para ver um momento: o desfile dos participantes, na abertura oficial do evento. Não será diferente nesta edição que se realiza em Tóquio. Mas importantes, porque influenciam nas roupas dos não-atletas, são as mudanças nos uniformes das apresentações.

Álbum de recordações
Há mudanças evidentes a cada edição. Se os primeiros atletas corriam nus em Olímpia, atualmente cada delegação demonstra um espírito ou exibe inovações tecnológicas. As equipes do Canadá, da França e da Austrália costumam agradar pela elegância, bom humor e moda. Valeram blazers estilosos, roupas lembrando safaris e os marcantes chapéus panamá usados na Olimpíada do Rio, em 2016, looks assinados por Lenny Niemeyer.

Macaque in the trees
Milena Titoneli (taekwondo) e Hugo Calderano (tênis de mesa) apresentaram os uniformes em degradê de verde (Foto: divulgação/COB)

Macaque in the trees
Gabrielle Roncato (natação) com o top e shorts pretos (Foto: divulgação/COB)

Macaque in the trees
Rosângela Santos (atletismo) combinou a bermuda de treino com a camisa de pódio (Foto: divulgação/COB)

Macaque in the trees
Rosângela Santos (atletismo) combinou a bermuda de treino com a camisa de pódio (Foto: divulgação/COB)

Inovações com power
Segundo Sueli Pereira, profissional no setor têxtil, “a indústria têxtil também corre atrás da alta performance. Os atletas americanos usarão Skims, marca de shapewear lançada por Kim Kardashian em 2019, por baixo das vestes da Nike. Na moda, hoje vemos tecidos com quase 100% de power stretch, tecidos que absorvem a umidade da pele e evaporam o suor rapidamente, adaptados aos diversos tipos de corpos, reproduzindo as roupas esportivas, seja com aspectos de moleton ou leggings.

Estilo brasileiro
Desta vez na Olimpíada, os uniformes dos atletas brasileiros não ostentam marcas ou nomes de designers nacionais. A Peak Sports, marca chinesa, além de patrocinadora do COB, criou calças, agasalhos, camisas, bermudas, tops, bonés, bolsas e calçados, além de máscaras em Fiber Knit. “Estamos muito felizes com o resultado das peças criadas em parceria com nossa área de marketing. São roupas que atendem aos requisitos técnicos para enfrentar o calor e a umidade do Japão, mas com um importante toque de brasilidade e modernidade, através do jogo com as cores da nossa bandeira”, explicou a diretora de Comunicação e Marketing do COB, Manoela Penna.

São 39 mil peças confeccionadas exclusivamente para o COB. Há toques de moda atual, como o degradê nas roupas de pódio. Para os treinos e para a vila a textura mais fina do 100% poliéster deve enfrentar as temperaturas altas do Japão.

Mas além das roupas e das tecnologias, a expectativa desta Olimpíada é de mais histórias de superação do que de recordes. Vacinas e máscaras devem ser assunto direto nas arenas, piscinas e nas plateias com assistência limitada (quando houver plateia – em Fukushima, por exemplo, as cadeiras deverão estar vazias).



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Gabrielle Roncato (natação) com o top e shorts pretos
Laura Miccuci (nado artístico) com look casual
Rosângela Santos (atletismo) combinou a bermuda de treino com a camisa de pódio
Milena Titoneli (taekwondo) e Hugo Calderano (tênis de mesa) apresentaram os uniformes em degradê de verde