O futuro da moda está nas florestas

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JB
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Macaque in the trees
Das raízes dos cogumelos é produzido o novo couro (Foto: Foto: instagram Stella McCartney)

Alguém imaginaria usar roupas feitas de cogumelos? Adeptos de compras de moda sabem o que é lowsumerism? Estas perguntas anunciam a nova era no mundo do consumo que recheia gavetas e guarda-roupas. Por mais que sedas e babados surjam nos vídeos que substituem os desfiles presenciais, a tendência mais certa é a da sustentabilidade. Ou do cuidado com o meio ambiente. Ou das soluções que evitam desperdícios, a produção sem crueldade com animais ou o uso exagerado de água.

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Calça e corpete em Mylo, o couro feito com o micélio dos cogumelos, na coleção Stella McCartney (Foto: Foto: divulgação)


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Top de Mylo, couro inovador (Foto: Foto: divulgação)

 

Couro da floresta
A inglesa Stella McCartney (filha de Paul McCartney, para quem ainda não sabe) há 20 anos mantém sua marca com os cuidados para reduzir os impactos no meio
ambiente. Dela vem a novidade mais interessante da temporada: o Mylo, um couro feito a partir do micélio, parte das raízes de cogumelos. “A criação de gado é um dos maiores contribuintes para as mudanças no clima; os processos do couro animal em geral requerem processos químicos tóxicos para as pessoas e para o planeta”, alega Stella, que é vegana e nunca criou coleções com couros ou peles de animais.

 

Algodão no básico
Camisa pólo é ítem básico no guarda-roupa masculino desde que o americano Ralph Lauren lançou as primeiras, com o logo do cavalinho nos anos 1970. Desde então, todas as marcas masculinas do mundo tentam inventar suas camisas de malha abotoadas no alto. Agora é a vez da grife Tommy Hilfiger sair na frente, inovando com algodão orgânico a linha Polo 1985, ano da fundação da marca. Só um probleminha: quem tem marca-passo fica fora desta linha, porque em lugar dos botões, as polos têm ímãs.

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Camisa polo 1985 da Tommy Hilfiger (Foto: Foto: divulgação)

 

Bela na beleza

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Gisele Bündchen defende a Amazônia com a biobeleza (Foto: Foto: divulgação)

Gisele Bündchen defende a Amazônia com a biobeleza

Gisele Bündchen é a embaixadora da Amazônia Viva, linha da Natura Ekos, que aposta no que agora se chama de biobeleza. Há 20 anos a Natura promove a união entre beleza, natureza e inovação, mantém localidades produtoras de ítens naturais que entram nas fórmulas da Ekos. E protege dois milhões de hectares da floresta amazônica.
"Biobeleza é a combinação de fórmulas potentes que beneficiam nosso corpo, mas também ajudam a natureza a se regenerar", comenta Gisele, que sempre se empenhou em causas pela preservação do meio ambiente.

Baixo consumo
O lowsumerism é o movimento dos consumidores que buscam produtos com preços melhores e baixo impacto no meio ambiente. Há o aumento do número de brechós online, o aluguel de roupas e acessórios de luxo e os espaços outlet com curadoria, como o Legenda, no Leblon. Ou o reaproveitamento de resíduos de tecidos nas coleções da Muda, que ocupa uma bela casa em Laranjeiras. Em matéria de lowsumerism, a novidade é o aplicativo Grito, criado por André Mancini, Otavio Schiavoni e Rafael Miessi. A ferramenta digital gratuita permite a venda ou aluguel de objetos em desuso ou de pouco uso, a compra de produtos, contratação de serviços ou doações perto de casa, em um raio de até 3km de distância.



Iesa Rodrigues
Das raízes dos cogumelos é produzido o novo couro
Calça e corpete em Mylo, o couro feito com o micélio dos cogumelos, na coleção Stella McCartney
Top de Mylo, couro inovador
Camisa polo 1985 da Tommy Hilfiger
Gisele Bündchen defende a Amazônia com a biobeleza


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