Jornal do Brasil

Hildegard Angel

Toia Lemann e Cristina Pauino no lançamento da moda de Anna Vic

Jornal do Brasil

Macaque in the trees
Toia Lemann e Cristina Pauino, lançamento da moda de Anna Vic, a partir da arte de Roberto Magalhães, no painel ao fundo (Foto: Marco Rodrigues e Reproduções)

BORBULHANTES

TOIA LEMANN, a fi lha do Jorge Paulo, recebeu, com sua colaboradora Cristina Paulino (foto acima), em sua casa-atelier do Leblon, para apresentar sua nova coleção Anna Vic. Toia escolheu o veio das artes plásticas, como seu caminho criativo na moda... ASSIM, A primeira coleção da dupla foi a partir de obras de Tote Quental, artista plástica falecida há mais de 10 anos, mãe de Toia... DESTA VEZ, o artista que a inspira é Roberto Magalhães, referência das artes plásticas nacionais, cujo trabalho, visto no painel acima, é defi nido pela crítica como “experimentos surrealistas”, com afi nidades com Salvador Dalí e com o imaginário infantil de Paul Klee... A APRESENTAÇÃO da coleção reuniu vários grandes nomes das artes plásticas, entre artistas e colecionadores, além da clientela da marca, que nesse seu pouco tempo já se consolidou... ESTAVAM LÁ Luiz Aquila, Beatriz Milhazes,Lauro Cavalcanti, Cildo Meireles, o editor de livros de arte, Carlos Leal, além de mulheres de bom gosto, como Bete Floris e Patrícia Laport... ESSA CAMPANHA está diferente. Estão mudando tanto, que daqui a pouco não tem mais campanha eleitoral. Eles diminuíram o horário de rádio e televisão no horário eleitoral, mas aumentaram os programas de pauta eleitoral nas entrevistas das televisões comerciais, que estão tendo um tempo dobrado... POR QUÊ? Porque as TVs e outros interesses querem controlar o debate, fazendo entrevistas a seu jeito. Com isso, restringiram o tempo de campanha e a campanha... PORQUE TUDO é proibido, eles tiraram o povo da rua. E proibiram praticamente de arrecadar recursos, já
que o crowdfunding, a vaquinha, tem uma legislação tão restritiva que ninguém usou... MAS AUTORIZARAM os candidatos a fi nanciar suas campanhas até o teto, antes era só até 10%. Então, autorizaram dinheiro privado, de empresa. Daí a quantidade de milionários candidatos, que compartilham da fi losofi a de Lampedusa: “mudar para continuar tudo igual”... PRA VOCÊS terem uma ideia, este ano, mesmo com o tempo político obrigatório reduzido, serão R$ 864 milhões em dinheiro público para a grande mídia veicular apenas a propaganda eleitoral “gratuita”... POBRE, MÍDIA! Precisa mesmo de uma força do governo, afi nal, no ano passado, o lucro do Grupo Globo alcançou R$ 1,845 bilhões; a Record lucrou R$ 75,4 milhões; e o SBT, que andou mal das pernas, lucrou R$ 38,6 milhões... E ESTÁ NO AR A TV PRETA! Ela nasceu da necessidade de valorizar a história e a cultura afro-brasileira. Por muitos anos cultivou-se no Brasil o mito da “democracia racial”, mas a desigualdade é imensa... A TV PRETA (TV Nação Preta) nasceu através do youtube, na luta pela visibilidade e representatividade ao povo negro, que pouco espaço encontra na grande mídia brasileira, que se tornou a grande referência nas relações sociais e raciais... ENFIM, MAIS consciente de sua identidade e mais disposto do que nunca a lutar pela sua valorização étnica e racial, o povo negro tem agora a TV Preta “para falar de história, cultura, beleza, esporte, saúde, exclusão social, racismo, religião, política, genocídio e dos conceitos civilizatórios da raça negra”... ESSES BONS ventos vêm lá do Rio Grande do Sul. Um Minuano de redenção da negritude...

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RÉQUIEM GLOBAL

Impressionaram, na sabatina de Fernando Haddad no Jornal Nacional, as inúmeras interrupções dos âncoras, que não deixavam o candidato sequer concluir um raciocínio, a ponto de o diretor da Associação Brasileira da Imprensa emitir nota repudiando a entrevista. Segundo levantamento da Revista Fórum, Haddad foi interrompido 62 vezes. Número impressionante, ainda mais quando comparado às interrupções dos outros entrevistados na série: Jair Bolsonaro teve 36 interrupções; seguido por Ciro Gomes, 34 interrupções, Marina Silva, 20, e Geraldo Alckmin, amistosas 17. Houve até quem propusesse se editar um meme só com as interrupções. Mas seria chocante demais para o conceito, ou o que restou dele, do telejornalismo nacional.

SEM MICROFONE

Nem bem deixou o estúdio do Jornal Nacional sexta-feira, Haddad correu para a Cinelândia, onde milhares de pessoas, que haviam assistido pelo telão à sua entrevista, aguardavam seu discurso, depois de ouvir Manu, Tiburi, Jandira, Lindinho, Bené e outros de PT e PcdoB. Falaram todos, menos o Quaquá! Citado diversas vezes no palco, para o frisson de centenas de maricaenses, que contagiavam a multidão, o prefeito e presidente do PT-RJ não deu um “quá”. Ah, Maricá…

A ARTE SALVA

Com seus economistas neoliberais, o Brasil só piora. Só a arte salva. Dito isso, o Ganjah, casa de cultura na Lapa, foi palco ontem de seu primeiro Playing for Change Day. O PFC Day, movimento internacional, visa melhorar as condições da sociedade através da cultura, mobilizando artistas a se apresentarem em praças, esquinas, bares, escolas etc... Estavam lá, o fotógrafo Anderson Valentim, com seu mural fotográfi co “Favelagrafi a e boca”, e o pesquisador Pablo Carvalho, abordando o Jongo na Cultura Popular Brasileira. Entre os países onde a fundação Playing for change atua, estão Congo, Mali, Ruanda, África do Sul, Nepal e Tailândia. E nós na fi ta.

RETROFIT

Assinado por Rodrigo Calvino e Diego Portas, da C+P Arquitetura, o projeto do Hostel Villa 25, no Largo Machado, foi o único do Rio de Janeiro a ser contemplado este ano pelo importante Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake - AkzoNobel. A dupla carioca recuperou o velho casarão abandonado e criou um generoso pátio de acesso público. Com isso, o Villa 25 mudou, não só a paisagem da Rua Gago Coutinho, mas toda a dinâmica da vizinhança, que comemora satisfeita. E a cidade também.

CEDAE EM PAUTA

Depois de uma trégua da mídia, a privatização da Cedae vai voltar à pauta na quarta-feira, quando a Associação Comercial do Rio de Janeiro promoverá debate sobre ela. A presidente do Conselho de Meio Ambiente da entidade, Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente de 2010 a 2016, nos governos e Dilma, vai discutir o tema com o diretor presidente da Cedae, Jorge Luiz Ferreira; a coordenadora de projetos da FGV, Rosane Coelho; o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Adailton Trindade, e o diretor executivo da Caixa Econômica Federal, Antonio Gil.

VENTANIA

Clarissa, a deputada Federal “garotinha”, fi lha dos ex-governadores, foi condenada na sexta-feira a indenizar em R$ 100 mil por danos morais o desembargador Luiz Zveiter. A parlamentar acusou o magistrado de vários crimes. Em sua defesa, a ré alegou imunidade parlamentar prevista na Constituição. Foi com esse argumento que Bolsonaro se livrou no STF, dias atrás, de uma acusação de racismo. Mas o vento da Justiça, que venta lá, não venta cá. E Clarissa foi condenada também a retirar das mídias sociais textos e declarações relativas à ação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

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O ATOR Márcio Garcia foi condenado a pagar indenização por danos morais, no valor de R$ 80 mil, ao empresário Julio Pignatari, lho de um playboy brasileiro famoso, dos anos 60, que foi casado com a princesa Ira de Furstemberg. Pignatari foi ador de um imóvel alugado para ser sede de uma academia, que tinha como sócio Márcio Garcia, amigo de Julio. Ex-amigo...

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Com João Francisco Werneck



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